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Mercado desportivo europeu ainda tem potencial

Este é um dos resultados retirados do estudo elaborado pela associação francesa de malhas, La Fédération, sobre o mercado europeu de vestuário desportivo. O desporto ‘desfila’ pelas ruas. o calçado desportivo impôs a sua presença passando dos 30 por cento de há dez anos atrás para 90 por cento. «O calçado desportivo era uma forma de os jovens mostrarem a sua rebeldia. Actualmente é usado por todas as gerações», afirma Karine Sfar, da La Fédération.

O cerne da pesquisa foi a situação do consumo deste segmento nos mercados da Europa Ocidental, a expansão do mercado europeu de vestuário outdoor (2.9 mil milhões de euros), o desenvolvimento dos desportos tradicionais e a crescente adesão aos desportos de neve, assim como às artes marciais.

«O vestuário desportivo tem um enorme potencial de crescimento e a possibilidade de novos conceitos», resumem os produtores. No mercado alemão, segundo os números do Instituto Arcane, este vestuário equivale a 1.15 mil milhões de euros, igualando quase o mercado inglês, 1.18 mil milhões de euros. Os números mostram que o vestuário desportivo nos cinco maiores países europeus (França, Alemanha, Grã-bretanha, Itália e Espanha), com 6.1 mil milhões de euros, representa cerca de um quinto do volume do consumo (31.9 mil milhões de euros). Na França, o mercado da Europa com o volume de negócios mais forte de artigos de desporto, os gastos por agregado familiar com este tipo de vestuário são os mais elevados, 368 euros, seguindo-se a Inglaterra, Itália, Espanha e finalmente a Alemanha, com 190 euros.

Nos países investigados, apenas um terço do vestuário desportivo é utilizado no dia-a-dia. No que diz respeito aos critérios de compra a qualidade ultrapassa ligeiramente o look fashion, preço e funcionalidade. As marcas mais procuradas nestes cinco países são, de acordo com o estudo, Quicksilver, O’Neill, Billabong, seguida da Quechua (uma marca própria da Decathlon), Tiberland, Lafuma, Colmar e Helly Hansen. No caso da Alemanha a Jack Wolfskin, Chiemsee e O’Neill ultrapassam a Venice Beach e Helly Hansen. Na França a Lafuma, Quicksilver e Quechua ganham à Oxbow, Aigle e Rossignol.

 

Quando chega a altura de comprar os alemães são mais críticos, os franceses verificam o preço e os italianos premeiam as marcas com a sua fidelidade. Os alemães são os consumidores mais exigentes no que diz respeito à funcionalidade. Gostam de comprar vestuário outdoor não descurando o look. Os seus gastos com surfwear são muito inferiores aos da Espanha, França e Inglaterra. Para os franceses o preço é um factor importante. Gostam de comprar artigos de marca. Os italianos são mais sensíveis à moda, mantêm-se fiéis à marca, ocupam o lugar cimeiro na compra de vestuário de desportos de Inverno e mostram um interesse crescente pelo vestuário funcional. Os britânicos gostam de usar vestuário desportivo como casualwear e são muito fiéis à marca de eleição.

O estudo torna clara uma conclusão, «a função continua a ser um critério importante, mas o look começa a ganhar terreno».