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Metade dos artigos poderá entrar sem implicações nos limites definidos

Depois de um longo período de discussões, a União Europeia e as autoridades chinesas chegaram hoje a acordo relativamente às quotas de exportação de têxteis chineses para o espaço comunitário. O comissário europeu Peter Mandelson e o ministro do Comércio chinês Bo Xilai assinaram hoje em Pequim um acordo que irá permitir o desbloqueio de milhões de peças de têxteis chineses presos nos portos europeus.

De acordo com várias fontes de informação, 50 por cento dos têxteis retidos nas fronteiras da UE serão autorizados a entrar no espaço comunitário, sem qualquer implicação nas quotas definidas em 10 de Junho.

Ou seja, o acordo prevê que metade daquilo que está bloqueado possa entrar no mercado comunitário e o restante esteja condicionado a quotas de 2006 ou a transmissão de quantidades entre categorias. Assim, responsáveis comunitários e chineses parecem tentar repartir entre si o problema dos produtos pendentes nos portos comunitários.

Do lado da União Europeia fica a responsabilidade de permitir a entrada de 50% dos artigos pendentes nos portos, que se traduz em aumentar os limites de 2005 (relembre-se que resulta do acordo de 10 de Junho), segundo estimativas do Observatório Têxtil do CENESTAP, em mais de 15%, e os restantes 50%, do lado chinês, decorrerão de quotas de 2006 ou da transmissão de quantidades entre categorias, estando o acerto desta questão ainda a ser sujeita a negociação.