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Metamorfose na Malhas Ribeiro

A pensar num serviço de qualidade máxima e numa perspetiva mais voltada para o cliente, a produtora de malhas fully fashion está a implementar várias mudanças. A inclusão de um departamento de research & design, restruturar a organização e inovar a imagem são os planos futuros das Malhas Ribeiro.

António Ribeiro

Com a ajuda de 37 trabalhadores e cerca de 17 máquinas, a Malhas Ribeiro & Silva está a preparar novidades internas com o propósito de ajudar e fidelizar o cliente. A criação de um showroom é uma das medidas para conseguir desenvolver propostas diferenciadas para o consumidor. «Este ano vamos elaborar o nosso showroom, uma biblioteca que estamos a montar para um trabalho mais específico e mais focado no cliente» explica António Ribeiro, diretor-geral da empresa.

A contratação de «um estilista na área do knitwear» é a ponte de ligação para fomentar a relação de proximidade com os compradores. «Isto implica um departamento de “research & design” para criar propostas e para aprofundar e chegar com mais rigor e mais opções aos pedidos. O cliente pode ir à empresa sem uma ideia em foco, tem ideia da matéria-prima, mas não tem a certeza do tipo de fio que quer escolher e nós temos as opções para lhe oferecer» revela ao Portugal Têxtil.

As valências e competências da Malhas Ribeiro são fundamentais para conseguir orientar o consumidor na direção certa. «Temos o know-how do knitwear e queremos passar um bocadinho essas informações e propostas novas para o cliente, para depois trabalhar com as ideias que tem do esqueleto da coleção», afirma.

As alterações não esquecem as preocupações ambientais que deixaram de ser «tendência e passaram a ser mesmo uma necessidade», sublinha o diretor-geral. «Estamos a começar a preparar a área da sustentabilidade em termos de produtos porque há clientes que começam a procurar esta área. No showroom estamos a preparar uma parte dedicada à sustentabilidade. Queremos responder a tudo o que é necessário da nossa gama», garante. Procurar fornecedores de matérias-primas com certificados de sustentabilidade é um dos critérios da produtora de malhas fully fashion.

Além das mudanças internas, a imagem também vai sofrer alterações a começar pelo conceito novidade. «Estamos a fazer uma mutação muito grande. Tentamos promover, mostrar e ser uma mais-valia e um parceiro com que o cliente sinta que consegue ter algumas novidades» adianta António Ribeiro. A reorganização passa por reinventar a imagem, criando algo «muito mais soft e com muito mais requinte». A empresa de Vila Nova de Gaia planeia ainda acrescentar novas formas de promover os artigos que produz.

Dar a volta por cima

A Malhas Ribeiro, que tem como clientes nacionais a Lion of Porches, Concreto, Decenio e muitos outros deu a volta por cima após começar o ano «menos bem». «Fazendo uma comparação com o ano anterior, o primeiro trimestre não foi tão bom. Entretanto, recuperamos o arranque menos forte e concluímos o terceiro trimestre com avanço em relação ao anterior. Iremos superar o 1,2 milhões de euros», assegura o diretor-geral.

Para além da forte presença nacional, a empresa exporta principalmente para a Suíça, Suécia, França, Inglaterra e Alemanha. Conquistar os EUA não está fora dos planos. «Não quer dizer que seja com muita intensidade, mas gostava de chegar um bocadinho aos EUA. Já tentei. O mercado nórdico acho que é importante. Também já fizemos qualquer coisa para a Holanda e para a Dinamarca», aponta.

Qualidade, o critério indispensável

A Malhas Ribeiro & Silva prefere qualidade a quantidade. A quota de exportação ronda os 50% porque, para a empresa, o importante é ter «parceiros fortes». «Já tivemos uma quota de exportação maior, mas temos clientes nacionais que valorizam o nosso know-how e estamos em empresas bastante conceituadas. É importante ir para fora, mas se tivermos clientes nacionais dedicados e preocupados com a qualidade, interessa-nos», admite António Ribeiro.

A especialista em knitwear, que se quer distinguir no mercado através das novidades que apresenta, tem como objetivo, num prazo de dois ou três anos, estar no pódio dos melhores. «Não dos maiores. Mas dos melhores», conclui.