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México restringe exportação da Indústria Têxtil e de Vestuário

O México restringiu as exportações e importações de têxteis e vestuário em alguns pontos-chave de entrada no país, impedindo desta forma embarques na fronteira a norte, mais precisamente em Tijuana e Mexicali. As medidas anunciadas pelo Diário Oficial mexicano, nomeavam pontos específicos para a importação e exportação de têxteis e vestuário, forçando alguns navios a viajar milhares de milhas extra, para fazerem as entregas. O governo mexicano impôs estas restrições para tentar combater o contrabando de artigos através da fronteira México – Estados Unidos. Esta atitude foi no entanto criticada por alguns advogados dos transitários afectados «esta acção cria dificuldades e impõe custos adicionais para os importadores e exportadores…». Jason Waite, advogado de uma das firmas envolvidas afirmou que os advogados já se encontravam na cidade do México, a discutir o encerramento dos pontos de fronteira com oficiais do governo, e que tinham esperança de chegar rapidamente a uma solução ou compromisso. O trabalho barato e relativamente qualificado e especializado no México, torna-o um dos locais preferidos pelas empresas estrangeiras para fabricar e os seus produtos, nomeadamente de vestuário. Os pontos de fronteira seleccionados para controlar o fluxo de produtos, foram aqueles com maior capacidade tecnológica para monitorizar a grande quantidade de têxteis e vestuário que entram e saem do México diariamente. Os clientes e fabricantes ficaram chocados com esta decisão, dado terem sido avisados desta decisão com apenas um dia de antecedência. Cerca de 90% das exportações mexicanas destinam-se aos Estados Unidos.