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Miriza aposta na ecologia como diferenciação

Fundada com o intuito de ser sustentável, optando sempre por edições limitadas, com o objetivo de evitar o desperdício, a Miriza entrou no mercado este ano com design e confeção própria primada pela qualidade e sofisticação do “made in Portugal”.

[©Miriza]

O Homem sonha e a obra nasce. Foi com esta premissa que Ana Rita Clemente pôs mãos aos tecidos para moldar a sua marca própria, a Miriza. Licenciada em Design de Moda, e com apenas 25 anos, viu a oportunidade de criar um projeto próprio quando em maio de 2020 se despediu para ingressar num novo caminho profissional, que acabou por não acontecer. «Nessa altura pensei: porque não dar asas a um sonho? Arranjei um part-time para conciliar e comecei a trabalhar na minha marca», conta ao Portugal Têxtil.

Para esta nova aventura, Ana Rita Clemente desafiou uma amiga para ajudar na modelagem das peças, a prima para fazer o portfolio das fotos, a irmã para o shooting e ainda um amigo para a concretização do site. «O resto é tudo feito por mim, desde desenhos, corte e confeção das peças, edição das fotos, gestão de redes sociais e publicidade», afirma.

[©Miriza]
Da conjugação das iniciais dos nomes dos pais e da irmã criou a insígnia Miriza, uma forma de perdurar no tempo a marca, mesmo quando pensasse em desistir do projeto. «Tinha que escolher um nome imponente, que por alguma razão, me fizesse continuar e ter forças para lutar pelo propósito», salienta Ana Rita Clemente.

Com uma base ecológica, a Miriza dá prevalência a materiais mais sustentáveis como o linho, sendo que a maior parte das peças são feitas a partir de tecidos de restos de produção.

«Queremos continuar com essa opção pois assim poupamos muito o nosso meio-ambiente. É uma causa que queremos sempre defender, pois como cidadãos e como marca nova no mercado acho que temos esse dever», destaca a fundadora.

[©Miriza]
Sem público-alvo definido, a Miriza assume-me como uma marca que encaixa em todas as idades do público feminino.

«Por exemplo, o nosso casaco Jasmim Nude tanto pode ser usado por mim, que tenho 25 anos, como pela minha mãe, que tem 49. Acho que tem tudo a ver com o espírito da pessoa e se esta se sente bem ou não dentro da peça», exemplifica.

A vender, neste momento, a partir do website, a marca orgulha-se em ser um projeto 100% nacional. «Os tecidos e os materiais utilizados, como as etiquetas e o packing, são todos adquiridos em empresas e lojas portuguesas», garante Ana Rita Clemente.