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Moda alemã procura novos mercados

Os produtores alemães de roupa para mulher procuram os seus novos clientes em mercados estrangeiros e não no mercado alemão. A razão é a diminuição do volume de vendas no mercado alemão. As cerca de 600 empresas alemãs com aproximadamente 60 000 empregados obtêm quase 40% do seu volume de vendas através da exportação. O país mais importante neste aspecto é a França. Durante os meses de Janeiro e Outubro de 2001, este país encomendou vestuário de mulher num valor de 210 milhões de euros. O presidente da associação da indústria de produtores de roupa de mulher, Friedhelm Sartorius, está satisfeito com este resultado mas mostra-se insatisfeito com a estrutura da exportação alemã. Segundo o presidente, ⅔ da exportação alemã ficam na UE, uma quota que considera baixa de mais. Por esta razão Friedhelm Sartorius apoia a tendência de aumentar a exportação para países de fora da UE, como por exemplo os EUA, e também para outros mercados. «Temos de entrar nos mercados da República Checa, da Rússia e da China, se queremos obter um aumento no nosso volume de vendas. Nestes países encontram-se clientes com dinheiro que querem comprar o design europeu.» É verdade que as clientes alemãs também têm dinheiro, mas este mercado já está bem servido e por isso, não existem grandes margens de manobra. Apesar de uma diminuição no volume de vendas de quase dois por cento, o sector está optimista e espera que os negócios melhorem durante este ano, especialmente na segunda metade do ano 2002. No entanto, existe a possibilidade de um aumento da importação, poder perturbar todas estas expectativas positivas, admite Friedhelm Sartorius. Existem também dúvidas em relação à entrada da China na OMC. «A China conseguiu realizar todos os passos necessários à liberalização na área dos têxteis e a partir de 2005, vai ser possível para este país aproveitar todas as vantagens que o fim das limitações à exportação vai trazer», diz o director. Já nos primeiros dez meses do ano 2001, a China conseguiu aumentar o volume da sua exportação para a Alemanha, atingindo 458 milhões de euros. Mas mesmo com este valor está atrás da Turquia, tendo já ultrapassado a Polónia, a Roménia e a Itália.