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Moda infantil portuguesa conquista o Médio Oriente

Os países da região já figuram entre os principais mercados de algumas marcas nacionais que vestem os mais pequenos, como é o caso da Andorine e da Patachou, e estão ainda na linha de mira de insígnias como a Dr Kid e a Piccola Speranza.

Adriana Andrade e Alzira Oliveira (Piccola Speranza)

A exportar 80% do que produz, para países como EUA, América Latina ou Rússia, a Dr Kid, tem como desígnio conquistar entre um a dois mercados por ano. A Arábia Saudita – juntamente com algum país da América Latina – poderá ser um dos próximos destinos da marca de vestuário infantil detida pela Inarbel. «Vamos escolhendo um ou dois mercados novos que nos pareçam mais interessantes. Neste momento estamos a apostar na Arábia Saudita, que é um mercado extremamente difícil», revela José Armindo Ferraz, CEO da Inarbel. «Trata-se de uma região com países que têm uma taxa de natalidade superior à nossa e à realidade europeia. Queremos crescer em mercados em que taxa de natalidade seja grande, onde haja capacidade de investimento e de comprar roupa Dr. Kid», explica ao Portugal Têxtil.

José Armindo Ferraz (Dr Kid)

Além da Dr. Kid, também a Piccola Speranza, cujas exportações rondam os 90%, está de olho no mundo árabe, sendo que atualmente a Inglaterra, Irlanda, Holanda e Bélgica são os seus principais mercados de exportação da marca de roupa infantil. «Gostávamos de exportar para o Médio Oriente, mas estamos a ir aos poucos», afima Alzira Oliveira, fundadora da marca. A responsável comercial, Adriana Andrade, adianta que a Piccola Speranza está «a fazer algum esforço no sentido de cativar os mercados árabes porque, nas pequenas experiências que temos tido, os clientes ficam muito satisfeitos. Vê-se que apreciam imenso as nossas qualidades, nomeadamente de entrega e a qualidade dos produtos. De facto, pode ser um mercado vocacionado para receber o nosso produto e que é adequado ao nível de preço».

Mercado de oportunidades

A Andorine e a Patachou têm em comum o gosto pelo luxo, a presença na Farfetch e o Médio Oriente a figurar entre os principais mercados de exportação. «A Andorine é uma marca de soft luxury, ou seja, destinada a um segmento alto com muita qualidade. Produzimos tudo em Portugal», assegura Maria João Lito, fundadora da marca.

Maria João Lito e Matilde Cabral (Andorine)

Os EUA e o Médio Oriente são, atualmente, os dois principais destinos das exportações da Andorine e a sua atratividade por este último deve-se, segundo a responsável, ao facto «de eles se identificarem com os nossos modelos e cores. É uma marca fácil de usar, mas sempre com um toque sofisticado».

Marta Sousa e Sofia Ferreira (Patachou)

Já a Patachou percorre várias feiras internacionais, como por exemplo a Pitti Bimbo, que lhe têm granjeado compradores um pouco por todo o mundo. «Os países de onde temos mais visitas são do Médio Oriente», garante a CEO Marta Sousa. A marca, que exporta 95% da sua produção, coloca no pódio dos principais mercados a Inglaterra, os EUA e o Médio Oriente.