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Moda portuguesa ligada na Momad

A feira internacional de moda, calçado e acessórios desvendou as tendências para a primavera-verão 2021. Numa área de 40 mil metros quadrados estiveram presentes 800 expositores, entre os quais 22 empresas e marcas portuguesas em busca de novos horizontes.

SMF

A capital espanhola recebeu mais uma edição da feira de moda Momad, que contou com um leque diversificado de nacionalidades. Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Colômbia, Dinamarca, Grécia e França são alguns dos países que completam o leque das 37 nações distintas que marcaram presença no evento.

Foram vários os temas em destaque numa edição que, para além de denunciar as tendências do mundo da moda para a próxima estação quente, apresentou ainda um programa focado na sustentabilidade, uma vez que «a indústria têxtil será um dos principais sectores impulsionadores da mudança na economia face à sustentabilidade e digitalização», refere a organização em comunicado.

Scusi

Prova disso, é a portuguesa Marita Moreno, uma marca reconhecida pelo caráter sustentável, que foi a vencedora da segunda edição do concurso “Fashion, Sustainability and Business”. O objetivo do concurso é fazer com que outras marcas sigam modelos de negócio sustentáveis ao reaproveitar materiais reciclados de coleções anteriores como foi o caso da Marita Moreno, que utilizou também folhas de ananás.

Além da vertente da ecologia, a feira madrilena incorporou múltiplas atividades no Momad Forum que analisou diversos desafios do sector, cujas vendas online atingiram os 1,8 mil milhões de euros em 2019 e representam 8% do total do comércio de moda espanhol, de acordo com Eduardo Zamácola, presidente da Acotex –  Asociación Empresarial del Comercio Textil y Complementos de la Comunidad de Madrid.

Nuno Abreu

Marketing online, vendas omnicanal e abertura de lojas físicas constaram entre os temas abordados.

Unir sectores

Cristina Barros, Concreto, Loco Luxo, Scripta e Skulk foram algumas das marcas de vestuário que representaram Portugal. «Notei uma menor afluência, mas temos tido muitos clientes», salientou Nuno Abreu, diretor comercial da Loco Luxo. «Praticamente aqui no stand tem sempre alguém a ver os casacos ou a comprar os casacos», acrescentou.

Distribuídos pelos pavilhões 12 e 14, os expositores portugueses levaram a qualidade nacional até ao país vizinho, que considera Portugal um dos principais públicos. «É um dos nossos alvos. Trabalhamos com uma associação em Portugal de vestuário e também de calçado e agora a nossa ideia é melhorar essa colaboração para aumentar o número de empresas portuguesas aqui», afirmou Julia González, diretora da Momad, ao Portugal Têxtil.

Julia González

Desde 2019 que o calçado e o têxtil se juntaram no mesmo espaço, uma união entre atividades que, para a organização, se revelou um dos aspetos mais importantes. «Incluir a oferta de calçado na feira para nós é muito importante porque consideramos que somos o reflexo do mercado em Madrid e agora as lojas oferecem um look global. Roupas, sapatos e também acessórios e para nós incluir a oferta de calçado na feira é uma das coisas mais importantes», revelou Julia González.

Beppi, Daniela Shoes, Aerobics, Kayakstorm e Veloz representaram o calçado português. «O modelo de feira está muito interessante porque juntaram moda e calçado fisicamente no mesmo sítio. Já fizemos alguns contactos», refletiu Nuno Maia, diretor comercial da Beppi.

Nuno Maia

A feira que se realizou de 6 a 8 de fevereiro revelou um panorama positivo. «Estamos muito contentes com os resultados. Também falamos com os expositores que estão satisfeitos porque têm mais compradores e mais pessoas interessadas nos produtos», conclui Julia González, que revelou que, para a próxima edição, a meta é aumentar o número de empresas presentes na feira, ainda que estejam num «bom caminho» para que isso aconteça.