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Moda Real e Têxteis Proteu emigram

O fenómeno da deslocalização em busca de mais vantajosas condições de produção, nomeadamente menores custos de mão-de-obra, continua a ensombrar a realidade do Têxtil e Vestuário nacionais, na sua última investida a provocar o encerramento das empresas Têxteis Proteu e Moda Real. A empresa da Damaia Têxteis Proteu, propriedade do grupo francês Enterprise de Confeccion et Comercialization Européenne, anunciou o encerramento mediante um processo de despedimento colectivo, suprimindo cerca de 300 postos de trabalho, devido à rescisão do contrato de licença por parte da Yves Saint Laurent. As encomendas da marca francesa de alta costura representavam 99% da produção da empresa portuguesa. A empresa de Vila Real, Moda Real – Industria de Confecções, propriedade do grupo francês Devernois, encerrou a actividade no mês de Março, deslocalizando-se para o leste europeu em busca de mão-de-obra mais barata, suspendendo 103 postos de trabalho. Não obstante a dificuldade de colocação no mercado de trabalho neste sector, dada a existência de uma única unidade fabril, a Câmara de Vila Real informou a União de Sindicatos do concelho do que poderá vir a constituir uma ajuda no problema. Um empresário de Paços de Ferreira pretende montar uma fábrica de lençóis na região, que trabalhará para a Coelima, uma das maiores empresas nacionais de têxteis -lar. A Devernois, instalada no território nacional há dez anos, pagou 80 mil contos de indemnizações.