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Modatex: venham mais cinco

No dia 1 de julho, sexta-feira, o Modatex comemora cinco anos de existência com os olhos postos nos próximos cinco. Fiel à sua herança, a instituição continua a alargar o raio de ação no país, com alunos que vão desenhando o destino aquém e além fronteiras.

Começando pelos números, em 2015, passearam pelos corredores da sede, no Porto, 5.678 formandos, na delegação de Lisboa, foram 2.117 alunos e 2.655 na Covilhã. O polo de Barcelos recebeu 2.032 formandos e o de Vila das Aves 1.821. Estes dados englobam também a atividade desenvolvida nas empresas e nas extensões de Pinhel, Lousada e Marco de Canaveses (ver Modatex de portas abertas).

Para estes jovens, o Modatex reconhece que os cursos Confeção e Modelação, Design de Moda, CAD na Modelação, Tecelagem ou Estamparia e Informática aplicadas ao Design representam as áreas formativas com elevado interesse. Sendo que, dentro da oferta da instituição fundada em 2011 – na sequência da fusão do Citex (Porto), Civec (Lisboa) e Cilan (Covilhã) –, a componente prática ganha particular relevo.

«A nossa formação, independentemente do curso lecionado, é essencialmente prática, já que o objetivo é que os nossos formandos sejam integrados no mercado de trabalho de forma rápida e eficiente», afirma Sónia Pinto, diretora do Modatex, ao Portugal Têxtil. E, na contagem decrescente para um dia que celebra as conquistas da família Modatex, a diretora antecipa um resumo. «Foram atingidos os objetivos que levaram à criação deste centro», sintetiza sobre um balanço «extremamente positivo».

«Para além de contribuirmos para a melhor coordenação estratégica e operacional da formação no sector, conseguimos responder mais eficazmente às necessidades de qualificação, aperfeiçoamento e reconversão das pessoas e das organizações, bem como apoiar tecnicamente e de forma próxima todos os players da indústria têxtil e vestuário», prossegue Sónia Pinto, que não deixa de destacar que a última mão cheia de anos «foi marcada pela otimização dos recursos, pelo aumento da oferta formativa e do número de formandos, mas também por uma maior aproximação às empresas e pela abertura de extensões de formação em Lousada, Pinhel e Marco de Canaveses».

Fruto da parceria com as autarquias e com os centros de emprego locais, o Modatex, considera a sua diretora, está a «levar a formação aos locais onde ela é necessária e onde existem empresas que necessitam destes recursos humanos qualificados e especializados».

Mas, sendo uma instituição que cresce lado a lado de mentes tão criativas, o Modatex está de olhos postos no futuro e acredita que os próximos cinco anos devem aprimorar a sua oferta, até porque, «o sector têxtil e vestuário está em crescimento e existe uma necessidade cada vez maior de ter recursos humanos bem preparados, motivados e que saibam responder às constantes inovações tecnológicas em termos de técnicas, equipamentos e materiais», defende Sónia Pinto, que refere ainda que o Modatex vai continuar a acompanhar a evolução desta indústria, para que os seus formandos possam adaptar-se e destacar-se.

«Procuraremos também continuar a diversificar a nossa oferta formativa, para que continue não só a abranger toda a fileira têxtil, mas também para que possa responder às diferentes necessidades das empresas. Por exemplo, dado o aumento das exportações e a internacionalização do sector, muitos empresários necessitam de técnicos de comércio internacional especializados no sector têxtil. Esse é um dos cursos em que continuaremos a apostar», explica.

Com alunos e ex-alunos a quem é reconhecido o mérito nas passerelles nacionais e internacionais (ver Design de moda: A nova guarda), a diretora do Modatex não deixa de destacar nomes como Mafalda Fonseca, ex-formanda do curso de Design de Moda que, já este ano, e no âmbito do Portugal Fashion, apresentou a sua coleção na London Collections Men e no Heavy London Showroom (ver A montanha e o puzzle). No International Fashion Showcase, em Londres, estiveram também dois nomes ligados ao Modatex: Pedro Neto, ex-formando Design de Moda Porto, e [UN]T, marca de Tiago Silva, que também concluiu o curso de Design de Moda no Porto. «Os nossos formandos têm também participado e conquistado prémios em concursos internacionais como os Style Awards, o EuroSkills e o World Skills ou Prémio L’Aiguille D’or, Young Creative Chevrolet 2013 ou o Kaltblut Award», acrescenta Sónia Pinto.

Paralelamente, o Modatex tem vindo ainda a apostar no intercâmbio com outras escolas europeias da área, quer de formandos quer de técnicos, estando neste momento «a aguardar a decisão de cinco projetos submetidos ao Programa Eramus+» para dar continuidade à construção das pontes internacionais.

As plataformas que se erguem para mostrar o trabalho dos talentos emergentes, como o Bloom (Portugal Fashion) ou o Sangue Novo (ModaLisboa) são, também, considerados «extremamente importantes» para a divulgação do trabalho dos alunos da instituição, pois «além de lhes darem um primeiro contacto com as passerelles e com os aspetos inerentes à preparação de um desfile, permitem que possam mostrar as suas coleções a um público interessado e à imprensa especializada», aponta a diretora ao Portugal Têxtil, que encara as mostras como um estádio que acontece «entre a formação e o mercado de trabalho» e uma espécie de incubadora, na qual os formandos «podem criar e consolidar as suas marcas».

E se sexta-feira a instituição vai parar para «um dia de convívio, de partilha entre os colaboradores das diferentes unidades do centro», as próximas semanas vão ser repletas de atividades nos corredores do Modatex, com cursos de verão que passam pelos dias de portas abertas nos diferentes polos a cursos e workshops em áreas como Desenvolvimento de coleção streetwear, Gestão de Stocks e Armazenagem, Tingimento e Acabamento em peça confecionada ou mesmo de línguas e ferramentas informáticas.