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Modelmalhas prossegue internacionalização

Chegar a novos mercados continua a ser um dos grandes objetivos da produtora de malhas pertencente ao grupo Diastêxtil. Apesar das restrições provocadas pela pandemia, a Modelmalhas já participou em feiras físicas e está empenhada em apresentar as suas propostas em certames profissionais.

John Gomes

O regresso às feiras aconteceu logo no início de setembro, com a presença na Fabric Days e na Milano Unica. «Para nós correu até bastante acima das expectativas, uma vez que não estávamos à espera de haver tanta afluência nas feiras», reconhece John Gomes, do departamento comercial da Modelmalhas. «Mas acho que é um sentimento normal as pessoas quererem voltar à normalidade, tocar nas malhas, sentir e procurar novas tendências», acredita.

Em Munique, refere John Gomes, «senti uma normalidade que não ficou muito atrás a nível do que têm sido as edições anteriores, em termos de clientes e marcas». Já em Milão, «senti que não vieram aquelas marcas tão grandes como estávamos habituados. Fomos mais contactados por empresas mais pequenas», aponta.

As feiras são um dos elementos importantes na estratégia de internacionalização da empresa até porque, explica John Gomes, «o nosso produto são malhas, implica o toque – não é fácil traduzir isso a partir de uma videoconferência. Acho que uma videoconferência nunca vai substituir o contacto direto».

Por isso mesmo, e apesar das incertezas, a empresa está já a ponderar as próximas investidas, nomeadamente na Texworld em Nova Iorque, sobretudo porque o empenho em encontrar novos mercados se mantém. «Os objetivos são os mesmos. Agora, em vez de ser num espaço de tempo mais curto, vai prolongar-se», admite John Gomes. «Não há certezas nenhumas, isto é quase no dia a dia – vamos vendo as encomendas que vão caindo, outras podem ser canceladas, como aconteceu no início do ano, em que umas foram canceladas e outras adiadas. Vamos viver o dia a dia e ver o que é que surge», assume.

Passos na retoma

Durante o confinamento, a Modelmalhas não fechou, apesar da quebra das encomendas. «Não laborámos a 100%, diria que baixámos para 60%, mas conseguimos trabalhar a bom ritmo para aquilo que se viu», indica John Gomes. A empresa criou ainda uma nova coleção dividida nos quatro conceitos habituais e com a sustentabilidade como elemento transversal: Advance contempla malhas com mais performance; Essential é dedicado aos básicos; Fancy está mais voltado para as tendências; e Premium surge com fibras mais nobres e acabamentos com qualidade superior.

A Modelmalhas desenvolveu também uma malha com acabamento antibacteriano e antiodor, que esteve em destaque no Fórum de Tecidos Técnicos e Inovadores do iTechStyle, no Modtissimo. «É um antibacteriano desenvolvido pela Success Gadget, uma das empresas do grupo [Diastêxtil]. É aplicado um composto químico através de nanopartículas no substrato têxtil e tem uma durabilidade de 50 lavagens», explica John Gomes.

Ainda longe dos níveis do ano passado, a Modelmalhas tem vindo a sentir o mercado a mexer. «Retoma está a haver, em comparação com aquilo que foi o início do ano. Agora em comparação com o ano passado, não estamos lá nem próximo», sublinha.

2019 foi «um bom ano e, de forma geral, temos vindo a consolidar-nos no mercado europeu e a nível mundial – há muitas marcas que têm voltado para Portugal e as produções estavam a aumentar. Com a pandemia, abrandou bastante no início do ano. Agora algumas encomendas estão novamente a surgir e esperamos que se mantenha», conclui.