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Modelmalhas renova ambições

Parte do Grupo Diastêxtil, a Modelmalhas está a reforçar a sua reputação no mercado com uma coleção própria e uma aposta clara no serviço ao cliente. A empresa de malhas circulares, com uma capacidade produtiva de 12 toneladas por dia, já exporta para a Europa e os EUA e tem ambições maiores para 2017.

A integração no Grupo Diastêxtil, fundado por Conceição Dias, que aconteceu em 2004, seis anos depois da fundação da Modelmalhas, tem beneficiado a produtora de malhas circulares, mas todas as empresas do grupo funcionam de forma «autónoma», afirmou, ao Jornal Têxtil, André Rodrigues, diretor de exportação da Modelmalhas, num artigo publicado na edição de novembro de 2016. No entanto, explicou, «comercialmente [a integração num grupo com tinturaria e acabamentos] é uma grande vantagem. Consigo ter acesso às pessoas e que elas olhem para um problema de forma muito mais pragmática e ajudem a resolvê-lo».

Mercados europeus, como Espanha, Itália, França, Alemanha, Suíça, Bélgica, Holanda, Croácia e Finlândia, e o mercado americano constituem a lista de destinos das malhas tricotadas na Modelmalhas, cuja quota de exportação ronda os 12%. «Neste momento são os mercados a consolidar», referiu o diretor de exportação, apontando ainda a vontade de afirmar as malhas da empresa na Suécia e na Dinamarca. «São mercados onde queremos entrar e já estamos a trabalhar para isso», garantiu. O mercado norte-americano está igualmente na linha de mira da Modelmalhas. «Gostaríamos talvez de, no futuro, fazer uma feira nos EUA. Penso que pode ser um dos próximos projetos», confessou.

Tendo mantido, até agora, uma situação de estabilidade, «o que hoje já é uma mais-valia», a Modelmalhas tem ambições maiores para 2017. «As empresas querem sempre mais. Agora com a entrada em alguns mercados novos, nomeadamente os nórdicos, penso que, pelo menos no próximo ano, se tudo correr dentro da normalidade, já poderemos melhorar», acredita.

Atualmente, a empresa, que emprega cerca de 45 pessoas, marca presença apenas num certame internacional, em Munique, num mercado onde tem igualmente agentes. «A forma de trabalhar da Modelmalhas é com agentes locais, não dependemos dos resultados das feiras no que diz respeito às vendas. No entanto, as feiras permitem outro tipo de trabalho, mais ao nível da notoriedade e credibilidade, além de permitir congregar vários clientes num só local», destacou André Rodrigues.

Com cerca de 80 teares e uma capacidade de produção que ronda as 12 toneladas diárias, a estratégia da Modelmalhas, que em 2015 faturou cerca de 14 milhões de euros, apoia-se no desenvolvimento de uma coleção própria, que serve muitas vezes de ponto de partida para os clientes fazerem as suas adaptações, mas, sobretudo, na prestação de um serviço sem mácula. «O serviço que damos, mediante a experiência que já temos, quer técnica, quer comercial, é talvez o ponto mais forte neste momento», admitiu André Rodrigues. «Normalmente perde-se um cliente por dois motivos: ou porque ele faliu ou porque servimos mal. Felizmente, a Modelmalhas tem conseguido manter os clientes desde o início, exceto aqueles que faliram», concluiu.