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Modernização é a palavra de ordem da Fábrica de Tecidos do Carvalho

Um dos factores de excelência que levaram a Fábrica de Tecidos do Carvalho a situar-se entre as mais bem sucedidas empresas têxteis portuguesas, foi sem dúvida a aposta na modernização da fábrica. A Fábrica de Tecidos do Carvalho é especializada na produção e comercialização de atoalhados turcos 100% algodão (banho, roupões e cozinha), um dos sectores têxteis com maior nível de exportações. E esta empresa não foge à regra: 85% da produção é exportada e só 15% se destina ao mercado nacional. Fundada em 1925, possui uma capacidade de produção mensal de 120 mil kg, com tecelagem jacquard electrónica e tinturaria completamente automatizada. A empresa de Guimarães tem um laboratório para o controlo de qualidade e o sistema CAD instalado, permite o desenho e desenvolvimento de amostras. A empresa está ainda apta a responder rápida e eficazmente a pequenas e médias séries, para artigos de alta e média qualidade. A maioria dos investimentos da Fábrica de Tecidos do Carvalho provém de capitais próprios e financiamento bancário, para além dos fundos comunitários que lhe permitiram em 2000 fazer «um investimento estratégico ao abrigo do II Quadro Comunitário de Apoio (QCA), que termina em meados de 2001», frisa Francisco Gomes, um dos gerentes da empresa. Mas os investimentos não param por aqui, «logo a seguir começamos com um plano de investimento ao abrigo do III QCA que termina em 2002. Estes investimentos somam 1,5 milhões de contos», adianta o gerente. Com uma boa análise do mercado e do público alvo e contando com o «apoio de bons fornecedores e bons recursos humanos», a empresa vimaranense reúne «parte dos parâmetros necessários para se obter bons resultados devido ao reconhecimento dos nossos produtos e serviços pelo mercado» explica o gerente. Estes factores aliados à versatilidade e qualidade tecnológica, assim como um bom design, qualidade e inovação, «são as condições necessárias para que a empresa possa estar no mercado com preço, produtividade, qualidade e serviço», acrescenta. «Reunidas as condições surgem as boas performances financeiras. Isto aconteceu de forma evolutiva no decorrer dos últimos anos com investimentos nas áreas tecnológica, organizativa, formação e marketing», explica o Francisco Gomes. «O sector em 2000 teve um comportamento estável no aspecto comercial e financeiro. A performance económico-financeira é o resultado de trabalho, dedicação e investimento executado nos últimos anos», explica Francisco Gomes, «e os nossos objectivos para 2001 e 2002 são fomentar as vendas para valores entre 2,5 e três milhões de contos e um cash flow na ordem dos 20%» acrescenta. Mas, mesmo tendo em conta os resultados positivos, os empresários do sector são pessimistas face a 2001, prevendo a queda da produção e diminuição da procura, com aumentos relativos dos salários no têxtil, tornando Portugal menos competitivo face a outros países. Visite o site da Fábrica de Tecidos do Carvalho .