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Modtissimo ganha segunda casa

Um acordo com a ANA Aeroportos dá ao Modtissimo uma segunda casa para os próximos anos. O salão português mantém a presença na Alfândega do Porto nas edições de setembro, mas até 2020 será o Aeroporto Francisco Sá Carneiro a albergar em fevereiro os expositores da indústria têxtil e vestuário portuguesa.

A primeira edição no aeroporto teve lugar no ano passado – uma opção que, na altura, parecia ser única. Mas a vontade dos expositores e da própria ANA Aeroportos, que gere o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, fez com que o Modtissimo voltasse a levantar voo em 2017 e garantisse o compromisso para mais três edições no futuro. «Eles gostaram muito e abriram logo a hipótese de fazermos mais vezes», revelou Manuel Serrão, diretor-executivo da Associação Selectiva Moda, ao Portugal Têxtil. «Mais vezes não podia ser apenas mais uma – ou era uma vez só ou era cinco. Por isso, temos um acordo de princípio para fazer mais três edições», explicou.

O salão da fileira moda irá, por isso, dividir-se até 2020 entre a Alfândega do Porto, em setembro, e o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, em fevereiro. «É esse o nosso objetivo. Se os expositores continuarem a achar que sim, é isso que vai acontecer», afirmou Manuel Serrão.

Durante a última edição, que decorreu a 15 e 16 de fevereiro, as opiniões recolhidas pelo Portugal Têxtil foram, na grande maioria, positivas. Com mais 20 stands do que na edição homóloga de 2016, segundo a organização, a feira contou com um fluxo de visitantes que satisfez os expositores. «Foi uma boa edição. Continuo a ser um apaixonado pela Alfândega, como é óbvio, mas a equipa da Selectiva Moda está de parabéns. Fizeram um bom trabalho, uma vez mais», reconheceu Baltazar Lopes, administrador da Albano Morgado, acrescentando que «além das caras conhecidas, tivemos alguns contactos novos».

António Cunha, da Orfama, destacou a presença de compradores internacionais, nomeadamente da Alemanha, Holanda, Espanha, França e Japão. «Nota-se a tendência para uma maior procura internacional do produto português», referiu. Também a Paula Borges sentiu a presença dos visitantes estrangeiros, nomeadamente japoneses e sul-coreanos. «Estou no Modtissimo há 15 ou 20 edições e tiro sempre coisas positivas do salão. Notou-se a presença do mercado asiático, sobretudo o Japão, com visitantes extraordinariamente muito interessados», afirmou Paulo Faria, diretor comercial da empresa, que se revelou fã do aeroporto. «Quem me dera a mim poder fazer também setembro aqui – há mais pessoas, mais visitantes, há outro tipo de clientes que vem ao acaso e até conhece alguém que trabalha no ramo e depois indica. Tivemos um contacto desse género no primeiro dia», explicou.

Luís Alemão, sócio-fundador da Teamstone, revelou-se igualmente satisfeito. «A feira correu muito bem, posso dizer que tivemos dois ou três contactos com “sumo”», admitiu.

A área Mini-Mi, dedicada à moda para os mais pequenos, contou com a presença de 18 empresas e marcas de vestuário de criança. «A feira correu bem, esteve sempre animada», revelou, ao Portugal Têxtil, Honorato Sousa, diretor comercial da Malhas Carjor. Numa parceria com a TVI, o espaço – que, ao contrário dos restantes expositores, esteve alojado no piso das chegadas – foi dinamizado com desfiles e momentos de música e dança, que serão usados pela estação de televisão de Queluz para produzir conteúdos – uma experiência que se deverá repetir nas próximas edições do Modtissimo.

O balanço da organização é, por isso, positivo. «Notou-se no primeiro dia muito mais estrangeiros, o que é bom sinal. É uma tendência – não é só mérito do Modtissimo, com a promoção que faz e os convites que formaliza, mas é o ambiente internacional que, de facto, está melhor. Foi uma boa maneira de começar o festejo dos 25 anos da Associação Selectiva Moda e dos 25 anos em que organizamos a feira», concluiu Manuel Serrão.