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Modtissimo optimista

Foram 4.280 os visitantes que não quiseram perder a 34.ª edição do Modtissimo. O salão de tecidos e acessórios europeus e confecção portuguesa reflectiu os sinais positivos de retoma que se têm verificado na Indústria têxtil e de vestuário e atraiu inúmeros visitantes à Alfândega do Porto, entre os quais 130 compradores estrangeiros, provenientes de mercados tão diversos como o espanhol, o russo, o americano ou o japonês. Nos dois dias do evento (30 de Setembro e 1 de Outubro), 313 expositores, repartidos pelas áreas de tecidos e acessórios, Clube dos Confeccionadores, serviços para a indústria têxtil e de vestuário, o Mundo da Criança e o Fórum Têxteis do Futuro mostraram as inovações, os avanços tecnológicos e as tendências que fazem da ITV nacional uma das mais vibrantes a nível europeu. Na Arco Têxteis, os tecidos de dupla face que a empresa introduziu recentemente voltaram a ser um sucesso entre os clientes nacionais e internacionais. «Estive sempre a trabalhar nestes dois dias», revela Manuel Rodrigues, comercial da empresa de tecidos. «Notou-se a existência de muitos compradores internacionais, sobretudo de países como os EUA, a Polónia, a França, Espanha e Alemanha». Igualmente satisfeita com a presença de compradores estrangeiros mostrou-se Elsa Henriques, gestora de produto da marca de calçado de bebé e criança My First Shoes: «conseguimos cumprir o objectivo de estabelecer contactos para a internacionalização da nossa marca», explicou. A My First Shoes fez a sua estreia no Modtissimo, integrada no espaço Mundo da Criança, que nesta edição contou com 15 expositores direccionados para o universo infantil, desde o vestuário ao calçado, passando igualmente pelo mobiliário e até brinquedos. No Fórum Têxteis do Futuro, onde estiveram presentes 24 expositores, o Habitat foi o tema em destaque, sobretudo no segundo dia, com a tertúlia “Os têxteis no conceito Habitat”. Com a presença de vários especialistas, como o designer Miguel Rios, Jorge Alves, da InovaDomus – Projecto Casa do Futuro, Nuno Madeira, gestor da empresa têxtil Ibérica Feltros, Vasco Sousa, do blogue “Autoridade da Inovação”, e os responsáveis do Citeve para os projectos Fibnatex e Wall-in Tex, José Morgado e Lúcia Rodrigues, respectivamente, debateu-se o conceito de sustentabilidade na arquitectura e o equilíbrio entre a produção de materiais e o meio ambiente, onde os têxteis podem ter um papel relevante em termos de performance e protecção, assim como de conforto e funcionalidade. Modtissimo é também sinónimo de talento e foi isso que demonstraram os participantes no Concurso Jovens Criadores, onde a grande vencedora foi Marta Fonseca, da Escola Superior de Artes e Design (ESAD), numa criação com tecidos da Beiralã. O segundo lugar foi atribuído a Iva Silva, da Escola de Moda do Porto, que utilizou tecidos da Lemar, e o pódio ficou completo com Sara de Andrade, da Universidade da Beira Interior, que arrecadou o terceiro prémio com um vestido onde utilizou os veludos da Gierlings Velpor. Os dois dias foram ainda preenchidos com a apresentação das tendências por parte dos gabinetes Mudpie e Carlin e com os seminários “Investimento Via Capital de Risco”, “Direito da Moda”, “O Novo Sistema de Normalização Contabilista” e “Clusters Regionais da Indústria da Moda: Cooperação ou Competição”. No final, Paulo Vaz, vice-presidente da Associação Selectiva Moda, mostrou-se satisfeito com esta edição e realçou o espírito positivo dos visitantes e expositores. «Sentimos as pessoas mais optimistas: a recuperação será lenta mas há sinais muito positivos», concluiu.