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M&S moderniza cadeia

O diretor financeiro da M&S, Alan Stewart, revelou aos investidores durante a visita ao novo centro de distribuição da empresa em Castle Donington, no Reino Unido, que a cadeia de aprovisionamento é uma área «onde a M&S tem sido contestada como não sendo propriamente uma referência». Este novo centro de distribuição ocupa uma área de 83,6 mil metros quadrados e é capaz de processar 1 milhão de artigos por dia. A empresa tem dado prioridade à reformulação da sua cadeia e sistemas de aprovisionamento à medida que procura tornar-se um retalhista cada vez mais on-line e internacional. Os planos envolvem a racionalização do número de centros de distribuição que opera, bem como a mudança de um modelo de fornecedores prestadores de serviço completo para um modelo do tipo FOB. Krishan Hundal, responsável de aprovisionamento do retalhista, afirmou que esta mudança irá reduzir o nível de complexidade em toda a empresa, com um modelo de compra e subcontratação a permitir uma melhor visibilidade em toda a cadeia de aprovisionamento, para além de melhorar as margens. O trabalho do projeto está no bom caminho, com 75% do produto e 95% dos fornecedores a converterem-se para este modelo até ao final do exercício. Hundal indicou que as mudanças vão melhorar as margens na ordem dos 45 milhões de libras por ano. A empresa também alterou a forma como aprovisiona as suas gamas de produtos, com três estratégias para diferentes produtos: base, sazonais e rápidos. Os produtos de base, que representam 30% da sua gama, incluem as linhas de grande volume, como roupas íntimas e caxemira. As gamas sazonais são responsáveis por 60% da oferta e incluem produtos como roupa de banho. A M&S pretende acelerar a sua gama limitada, reduzindo o tempo desde o design até à produção, que atualmente demora seis a oito semanas. Hundal referiu que a melhoria da velocidade para chegar ao mercado nestas linhas está dependente da logística e da capacidade da empresa ser ágil e flexível, e que a renovação dos sistemas irá fomentar esta agilidade. As mudanças também significam que o sistema de distribuição vai tornar-se cada vez mais veloz, com a empresa a reduzir os prazos de entrega, inventário e custos através da redução do número de centros de distribuição. Atualmente, o produto é armazenado em mais de 100 locais em todo o Reino Unido e o objetivo é reduzir este total para três localizações. A mudança vai levar a que o retalhista veja todos os seus produtos chegarem ao seu centro regional de distribuição RDC1, que planeia construir num porto no Sudeste. Os produtos destinados para o Norte serão então transferidos para o seu RDC2, com sede em Bradford, enquanto os outros produtos vão para as instalações em Castle Donington. Levar os produtos do porto até à loja demora atualmente duas a três semanas e a M&S espera reduzir este tempo para um dia. Segundo o retalhista britânico, a redução dos prazos de entrega também significa que a empresa poderá reduzir o stock em 33%, e os custos de logística em 40%. Para além de otimizar o número de armazéns, a M&S está também a implementar novos sistemas na mercadoria em geral, com vista à centralização da gestão de stocks e à melhoria do planeamento e da disponibilidade de produtos em loja.