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M&S reforça estratégia internacional

A cadeia de retalho britânica Marks & Spencer (M&S) congratula-se com os modestos lucros que conquistou no primeiro semestre do ano, durante um período marcado por condições atmosféricas desfavorÁveis, e prepara-se agora para acelerar o seu crescimento internacional. Ao longo dos primeiros seis meses do ano, o total de vendas cresceu 6,5% para os 4,2 mil milhões de libras esterlinas. As vendas em loja subiram 1,6% e o lucro ajustado antes de impostos aumentou 11,5% para os 451.8 milhões de libras. No segundo trimestre, as vendas subiram 5,4% e as vendas em loja aumentaram 1,2%. Sob a orientação de Stuart Rose, presidente executivo da M&S, o retalhista concluiu cerca de 70% da remodelação de lojas até ao final do ano transacto. No entanto, o crescimento nas vendas da empresa foi inferior às expectativas de muitos analistas e as condições meteorológicas não são justificação para todos. Segundo Nick Bubb, analista da Pali International, os números foram claramente decepcionantes A M&S afirma que, após o segundo trimestre a sua quota no mercado de vestuÁrio aumentou para os 11%, resultado de um bom desempenho em todas as Áreas. O retalhista alargou as linhas da marca Autograph, introduziu a Autograph Weekend para o público feminino e a linha Autograph para crianças. As receitas de vestuÁrio da M&S aumentaram 3,1% durante o primeiro semestre, com as vendas no segundo trimestre a aumentarem 2,8% e as do primeiro trimestre a aumentarem 3,5%. A M&S passou por grandes dificuldades ao nível internacional na viragem do século, altura em que decidiu encerrar 38 lojas, incluindo em Paris. No entanto, a experiência parece ter dado à empresa o ímpeto necessÁrio para tentar novamente. Stuart Rose refere que a M&S atravessa um excelente momento ao nível internacional. Adicionou a Lituânia e à Ucrânia à sua lista de mercados e possui mais de 250 franquias em termos agregados. O objectivo a longo prazo é que as receitas internacionais passem a representar 20% do total, quota que neste momento se encontra abaixo dos 10%. Para tal, o retalhista britânico aposta forte na índia e na China.