Início Arquivo

Mulher com boa performance

O vestuário de mulher revelou-se um ponto de destaque na divisão de vestuário da M&S no primeiro semestre do seu exercício financeiro, com o clima fora de estação a pesar sobre o desempenho global da unidade. No geral, a roupa e o calçado registaram uma queda de 1,6% nas receitas e as vendas comparáveis caíram 2,2% – mas o desempenho do vestuário de mulher melhorou, com as vendas a crescerem 1,3% nos primeiros cinco meses do ano. «Tudo o que fazemos com o vestuário de mulher começa com o produto. O produto é melhor, é de melhor qualidade, é mais elegante e, particularmente, é também mais inspirador», explicou Marc Bolland, CEO da M&S. «É um produto que as pessoas realmente gostam. O que também melhorou é a apresentação do produto. Nós melhoramos as nossas lojas e a nossa apresentação online. Vimos as coleções serem bem recebidas pela imprensa de moda (…) e a campanha que fizemos foi impulsionada pela inspiração. Curiosamente, quando olhamos para o inquérito, 69% respondeu que a M&S vende roupas elegantes e na moda. (…) O que também é importante é que vimos as nossas vendas ao preço total melhorarem». No entanto, este ponto de vista não é partilhado pelo analista Freddie George da Cantor Fitzgerald, que acredita que «a marca e o perfil demográfico e de idade do seu cliente alvo permanecem pouco claros». No entanto, Bolland parece confiante que o vestuário de mulher da M&S está a evoluir na direção certa. Para ilustrar esta posição, apresentou o exemplo de um blazer de caxemira de 69 libras que a retalhista tem na sua linha de produtos e que pode ser lavado na máquina. «Isso diferencia-nos muito fortemente das outras retalhistas», considera o CEO A Marks & Spencer não apresentou os dados para o vestuário de homem e de criança, e Marc Bolland recusou-se a divulgar qualquer indicação sobre quais as linhas de produtos que tiveram o melhor desempenho. A retalhista britânica tem trabalhado para atualizar os seus sistemas de aprovisionamento e logística e as mudanças estão agora a concretizar-se. Na sequência deste trabalho, a margem bruta no Reino Unido aumentou 150 pontos base para os 41,8%, impulsionada por uma forte melhoria na mercadoria em geral. Deste total, cerca de 120 pontos-base resultam do aprovisionamento, revelou Bolland, e os outros 30 dos menores descontos. No entanto, o CEO da M&S salientou que a ação na linha de provisionamento não irá afetar a qualidade do produto. «Estamos a melhorar a qualidade porque estamos a reinvestir novamente no produto parte dos ganhos que realizamos», acrescentou. Marc Bolland também abordou a questão do clima mais quente em setembro e outubro, o qual teve um impacto óbvio sobre o desempenho da maioria das retalhistas do Reino Unido. Como seria previsível, referiu, o impacto foi mais sentido na moda feminina. A Marks & Spencer está atualmente no processo de recrutamento de um novo presidente financeiro, sendo o cargo ocupado atualmente pelo diretor financeiro interino Paul Friston. Questionado sobre a substituição, Bolland disse que a empresa estava a fazer um bom progresso no processo de contratação e salientou o bom trabalho desenvolvido por Friston. De facto, as finanças da M&S revelam solidez e as vendas no primeiro semestre subiram 1% para os 4,9 mil milhões de libras, enquanto o lucro subjacente antes de impostos aumentou 2,3% para os 268 milhões de libras. «Fizemos fortes progressos no sentido das nossas prioridades, quer na margem bruta das mercadorias em geral, quer no vestuário de mulher e no crescimento nos alimentos. Temos uma estratégia clara, e ajuda muito trabalhar numa empresa que é clara em termos de estratégia, mas também clara nos valores. Quando a clareza está lá, a execução acompanha e nós temos que ser muito consistentes. Melhorar a rentabilidade e a formação de capital são as prioridades deste ano», concluiu Marc Bolland.