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Mulher Lusitana depende de vestuário espanhol

Portugal importou, em 2000, 143,1 milhões de euros de produtos que integram a classe de Fatos de saia-casaco, conjuntos, casacos, vestidos, saias, saias-calças, calças, jardineiras, bermudas, calções, de uso feminino. Este valor resulta dum ligeiro acréscimo face ao ano anterior (2,1%), mas se considerarmos o período entre 1995 e 2000 constata-se um significativo aumento e que se traduziu em 71%, destacando-se os primeiros três anos, em que o crescimento foi de 55%. Estes são os principais resultados da ficha de mercado publicada hoje pelo Observatório Têxtil do CENESTAP. Para além desta evidência, é importante realçar a elevada dependência do mercado português face a Espanha, uma vez que mais de metade das importações nacionais desta categoria são oriundas do parceiro ibérico. Assim, as transferências espanholas para Portugal destes produtos totalizaram, em 2000, 77 milhões de euros, que representam 53,8% das importações nacionais. As exportações espanholas cresceram 6,6%, com o preço médio de exportações espanholas para Portugal a atingir um valor inferior ao preço médio de importações portuguesas, traduzindo-se em 86% deste último. Tendo em conta os cinco principais fornecedores do mercado nacional, que globalmente representam 95% das importações totais, é possível registar que o preço dos produtos espanhóis é o mais baixo deste grupo de países abastecedores. Em 2001, segundo os dados disponíveis do primeiro semestre, esta tendência de concentração num número restrito de fornecedores mantém-se, confirmando-se a posição detida pelos principais exportadores para Portugal, nomeadamente, a Espanha.