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Mustra estreia-se em passerelle

Apesar do nervoso miudinho, Veríssimo Mustra estava 100% confiante em relação à coleção, o que lhe garantiu uma estreia marcante e lhe aguçou a vontade de reviver o vaivém da passerelle. Na mais recente edição da ModaLisboa, a Mustra foi uma das novidades do calendário, propondo alfaiataria masculina que deslumbrou, também, as mulheres presentes.

© ModaLisboa / Fotografia: Rui Vasco
© ModaLisboa / Fotografia: Rui Vasco

Depois de muitos anos no ativo, o convite para integrar um calendário de desfiles chegou na edição “Boundless” da ModaLisboa e, como garante Veríssimo Mustra ao Portugal Têxtil, «não havia como recusar». «Inclusivamente, já penso em repetir», adianta.

A verdade é que ainda que aquela tenha sido a estreia em passerelle, a Mustra é já uma marca querida aos guarda-roupas de homens sofisticados desde que foi fundada, em 2005. Por isso, «não havia quaisquer dúvidas em relação ao produto, aos materiais ou ao corte», afirma.

O sucesso das propostas de alfaiataria da Mustra deve-se ao talento do homem que, se tiver de escolher um rótulo, será o de “criativo”. «Não sou designer, sou a pessoa que escolhe as matérias-primas, as cores, que faz os padrões e, depois, tenho a minha equipa de alfaiataria em várias fábricas, acompanhados pelos designers», explica.

Os tecidos das coleções são escolhidos em Itália, em empresas como a Ermenegildo Zegna ou a Loro Piana, e a confeção é também maioritariamente garantida por empresas italianas. «Aprendo muito em Nápoles, lá encontro um corte apuradíssimo e uma silhueta perfeita para os fatos», confessa.

© ModaLisboa / Fotografia: Rui Vasco
© ModaLisboa / Fotografia: Rui Vasco

Envolvido na indústria há mais de 25 anos, Veríssimo Mustra espera que a passerelle da ModaLisboa sirva como rampa de lançamento para a internacionalização da marca.

«Comecei na Vicri, fui eu e o falecido Joaquim Pinho Vieira, um irmão para mim, que fizemos aquela empresa e com que ela vendesse nas melhores lojas do mundo», recorda, sendo que, depois da morte do mentor, decidiu aventurar-se em nome próprio, privilegiando «o contacto direto com o cliente final». Porém, agora, depois de mostrar o seu trabalho à comunidade moda, a ambição passa por «direcionar a coleção, para a poder vender a nível europeu e introduzir a marca em lojas pelo mundo».

A loja/atelier em Lisboa, no número 112 da rua Rodrigues Sampaio, vende duas coleções anuais e tem novos lançamentos «todos os meses», que se juntam à oferta de várias marcas italianas representadas no espaço. Os clientes da Mustra «espalham-se depois pelo mundo» e vão dando a conhecer a alfaiataria da marca a ingleses, franceses, russos ou angolanos «que entretanto vêm conhecer a loja», revela ao Portugal Têxtil.