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Na casa LVMH

Pelo terceiro ano consecutivo, as portas do conglomerado de luxo LVMH abriram para apresentar os candidatos pré-selecionados para o prémio dedicado aos designers emergentes – aqueles com menos de 40 anos e com pelo menos duas coleções em nome próprio. Alguns dos rostos já são bem conhecidos do público.

Os designers das 23 marcas finalistas vêm dos quatro cantos do mundo (as capitais de moda como Nova Iorque, Londres e Paris estão na corrida, mas a elas juntam-se também Copenhaga, Kuala Lumpur, Malásia e Teerão, entre outras) e têm a hipótese de ganhar 300.000 euros e um ano de orientação da máquina bem oleada do colosso do luxo francês.

O bónus adicional, mesmo para aqueles que não conseguirem chegar à lista reduzida de oito finalistas e, em seguida, ao lugar de vencedor, é o contacto próximo com os grandes nomes da moda proporcionado pela seleção: não só os diretores criativos das marcas do grupo LVMH responsáveis pela escolha final, incluindo Karl Lagerfeld, mas também editores, retalhistas e megamodelos – Karlie Kloss foi recrutada para o comité deste ano.

«Sou de Longview, Texas», brincou Brandon Maxwell, designer sediado em Nova Iorque, que apresentou a sua primeira coleção no ano passado. Maxweall trabalha também com Lady Gaga como stylist e foi ele o responsável pelo jumpsuit que a cantora levou aos Óscares deste ano. «É tudo que tenho a dizer sobre isto. Chorei durante dois dias quando fui chamado», revelou ao jornal The New York Times.

Em cabines dispostas pelo espaço, os designers receberam os convidados, mostraram amostras das coleções e contaram as suas histórias. «Estamos sempre à procura de alguém que tenha um estilo único e, também, carisma – precisam de saber falar em público», explicou Delphine Arnault, vice-presidente executiva da Louis Vuitton, filha do presidente do LVMH Bernard Arnault e o rosto do prémio. «Nos EUA estão muito mais preparados para isso do que na França», acrescentou.

«Prefiro que as coisas falem por mim», contrapôs, sem ser capaz de imaginar, Grace Wales Bonner, designer sediada em Londres, «mas entendo que agora não seja assim tão fácil». Não obstante, em muitos casos, as roupas falaram por si, e em voz alta.

Além de Maxwell, Wales Bonner e Merikoski, houve peças vencedoras na Alyx, do designer sediado em Nova Iorque Matthew Williams, e na Facetasm, de Hiromichi Ochiai, de Tóquio.

A melhor fusão de coleção e história pertenceu, porém, a Vejas Kruszewski, designer de Toronto que, com 19 anos, é o mais jovem finalista nesta edição. Kruszewski, sem formação oficial em design, aprendeu a arte em revistas de costura japonesas, começando por desenvolver peças de sportswear básicas como camisolas e jeans. «Comecei com a tua idade», disse Lagerfeld a Kruszewski, quando entrou no escritório do LVMH no dia da apresentação.

Os oito finalistas serão anunciados a 11 de março e, a 16 de junho, os 11 jurados de luxo, anunciam o grande vencedor (ou vencedores).

No ano passado, a honra coube à dupla nacional Marques’Almeida (ver Marques’Almeida conquista LVMH).