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Naf Naf em pleno vapor

O grupo Naf Naf parece ter reencontrado o caminho para o sucesso. Depois de grandes perdas nos anos 90, o grupo Naf Naf-Chevignon anuncia pela segunda vez consecutiva resultados positivos. Mesmo que tenham tido resultados de exploração negativos de 183 mil contos durante o exercício de 98-99 o grupo sofreu uma reviravolta no ano passado, tendo alcançado um resultado de exploração positivo de 1 milhão de contos. O evolução é notável. Durante o exercício de 2000-2001 (encerrado a 28 de Fevereiro de 2001), deu-se um aumento de 127%, que atingiu os 2,5 milhões de contos. Uma performance que o grupo explica ter alcançado através «de uma manutenção da margem bruta sobre as vendas em mais de 48 pontos, apesar da apreciação do dólar e da retirada massiva do stock das colecções anteriores». O resultado líquido conseguido duplicou, passando de 825 mil contos para 1,5 milhões de contos. A distribuição a retalho nas próprias lojas do grupo alcançou 51% no volume de negócios de 2000-2001, contra 49% alcançados pela actividade grossista realizada através de uma clientela de agentes no estrangeiro, de multi-marcas e de grandes lojas em França. O último exercício permitiu ao grupo abrir quatro novas lojas em França e duas no estrangeiro. Depois de ter recuperado as suas marcas, o grupo mostra agora a intenção de partir ao ataque do mercado mas sem cometer os erros passados. Durante a estação 2000-2001, estão previstas cinco aberturas e dois fechos em França, e três aberturas no estrangeiro. As renovações sucedem-se: em Fevereiro de 2002, 45 lojas francesas e 15 estrangeiras deverão exibir o novo conceito da marca. Depois do relançamento da Naf Naf, o grupo prevê aplicar o mesmo método de renovação à Chevignon. Do mesmo modo, que se realizou um trabalho de reposicionamento da marca feminina, deu-se início a trabalhos para rever o posicionamento do produto, qual o alvo visado, as gamas e os preços. O logotipo foi redesenhado e os produtos das próximas colecções enquadram-se numa linha de vestuário mais contemporânea e sóbria, com uma descida de preços mas mantendo a qualidade. Em 2000-2001 o volume de negócios da marca foi de 6,3 milhões de contos, contra 5,9 milhões do ano anterior. Só depois do seu reposicionamento é que a Naf Naf irá atacar a sua terceira marca de pronto-a-vestir para mulheres, de gama média-alta, a Diapositive resgatada em 1999. Esta última contribuiu muito modestamente nos resultados, com um volume de negócios de um milhão de contos. A empresa registou uma subida de 5,6% do seu volume de negócios no primeiro semestre (de Março a Agosto 2001), atingindo 21 milhões de contos. As vendas conheceram uma evolução contrastada no decurso deste trimestre: estiveram em baixa no primeiro trimestre descendo 4,6%, para 9 milhões de contos, descida que se deveu principalmente às condições climáticas particularmente desfavoráveis. Mas, em contrapartida tiveram um aumento de 14,8%, para 12 milhões de contos, em Junho, Julho e Agosto de 2001, em comparação com o Verão de 2000. O grupo de pronto-a-vestir, está confiante quanto aos resultados a alcançar este ano que, segundo eles deverá «ampliar a renovação comprovada do grupo, prenúncio de forte desenvolvimento», e existe um elemento a alimentar este optimismo: «a carteira de encomendas para o inverno 2001-2002 está com uma progressão de 25%».