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Naia expande produção na Península Ibérica

A Eastman vai aumentar a capacidade produtiva do fio filamentar Naia, obtido a partir da fibra epónima fabricada com 60% de polpa de madeira e 40% resultante da reciclagem de resíduos de plástico, na sua fábrica em Barcelona, para responder à procura crescente por materiais sustentáveis.

[©Naia]

A procura por fibras sustentáveis tem levado a um forte crescimento da Naia no segmento têxtil, revela a Eastman em comunicado, o que motivou a empresa a aumentar a capacidade produtiva na unidade industrial de Barcelona, adquirida em 2019 à Industrias del Acetato de Celulosa S.A.. Até meados deste ano, a produção deverá subir em 30% e, até ao final de 2022, essa expansão deverá corresponder a mais de 50%.

«A crescente importância da sustentabilidade e da circularidade como principais motores do mercado está a acelerar a adoção de fibras sustentáveis. Como tal, o fio filamentar celulósico Naia está a ganhar muita tração entre os nossos clientes», explica Burt A. Capel, vice-presidente e diretor-geral de fibras da Eastman.

«A nossa visão é tornar a moda sustentável acessível a todos e temos uma equipa muito empenhada na unidade de Barcelona a trabalhar ativamente para fazer esta expansão o mais rapidamente possível para servir os nossos clientes em todo o mundo», afirma.

A expansão vai apoiar a adoção da Naia por várias marcas na moda de senhora, onde há uma procura cada vez maior por fibras sustentáveis, garante a Eastman.

Segundo a empresa, «da árvore à fibra, o processo de produção da Naia foi pensado para assegurar o impacto ambiental mais baixo possível. Com uma pegada de água extremamente baixa, a Naia é criada usando madeira obtida de forma sustentável e solventes seguros, que são reciclados e reutilizados».

Recentemente, a Eastman lançou a Naia Renew, que junta a sustentabilidade com propriedades como o toque macio, secagem rápida e baixo borboto, a pensar no mercado de vestuário casual e loungewear, tendo como expectativa que a fibra represente mais de 50% do seu portefólio têxtil até 2025 e mais de 90% até 2030.

[©Naia]
A empresa sediada em Kingsport, no estado do Tennessee, nos EUA, tem vindo a trabalhar com diferentes atores da cadeia de fornecimento têxtil, desde fiações a marcas. «Na Eastman, estamos sempre a pensar à frente a procurar novas formas de inovar. A colaboração é a chave para desenvolver soluções inovadoras e impulsionar mudanças positivas e é por isso que os nossos especialistas em materiais trabalham de perto com marcas, designers, tecelagens, fiações e confeções para desenvolver artigos inovadores que trazem um valor verdadeiramente sustentável à indústria da moda», salienta a brochura da Naia.

Com mais de 100 anos de história – foi fundada em 1920 –, a Eastman emprega aproximadamente 14.500 pessoas em todo o mundo e em 2020 registou um volume de negócios de cerca de 8,5 mil milhões de dólares (cerca de 7,1 mil milhões de euros) junto de clientes em 100 países.