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Nanotecnologia faz check-in no aeroporto

O CeNTI esteve toda a semana a mostrar, a quem apanha voo no Porto, superfícies hidrofóbicas, termocrómicas, materiais de memória e fibras condutoras.

Inês Matos e Joel Dias

Nas partidas do aeroporto Francisco Sá Carneiro por estes dias não se faz só o check-in. O CeNTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes instalou uma mostra de nanotecnologia com o objetivo de mostrar a quem passa o que de melhor se faz nesta área em Portugal. Para isso, construiu uns «demonstradores», ou seja, pequenos equipamentos que permitem aos curiosos interagir com este tipo de materiais, que têm várias aplicações.

Inês Matos, responsável da gestão de projetos e comunicação do CeNTI, explicou ao Portugal Têxtil que «o objetivo do projeto Nanotech@NortePT é a divulgação da nanotecnologia na região Norte de Portugal», através de uma série de ações que culminam num evento de encerramento, a 29 de maio, em Famalicão.

Superfície hidrofóbica

«Começámos por identificar alguns locais, desde o aeroporto ao porto de Leixões ou à estação de São Bento. Neste momento, estamos a fazer a nossa sessão com a explicação do que é o projeto e o que são as envolventes e depois temos pequenos demonstradores com a tecnologia que estamos a mostrar. Para criar uma viagem das pessoas e mostrar as diferentes tecnologias», explicou Inês Matos.

Assim, quem visitar a exposição pode experimentar uma «superfície hidrofóbica», com um material que repele a água e outros líquidos, como o óleo. Um tablet que permite interagir com o demonstrador e explica o que está por trás desta reação.

Superfície termocrómica
Materiais com memória de forma

Em seguida, a visita passa por um equipamento que tem uma superfície termocrómica, «em que se coloca a mão para ativar e fica lá a marca, graças aos pigmentos que mudam de cor com o calor», revelou Inês Matos. Os materiais de memória, por sua vez, funcionam com uma tecnologia que, neste caso, faz abrir e fechar uma estrutura em forma de flor.

O último demonstrador tem fibras condutoras que dão som e luz através de um impulso, quando se toca. O CeNTI está atento ainda a outras iniciativas. «Se vierem novos materiais, também estaremos abertos a isso», afirmou a responsável da gestão de projetos e comunicação.

Fibras condutoras

A mostra, que decorreu durante toda a semana, atraiu «pessoas diferentes. Queremos tentar uma abordagem de forma a que toda a gente possa ter uma noção do que é esta exposição. Há curiosos e acho que a ideia está a ter aceitação das pessoas que vão e vêm», no aeroporto, adiantou Inês Matos.

O CeNTI está neste projeto em parceria com o INL (International Iberian Nanotechnology Laboratory) e com o financiamento do Portugal 2020. O centro de nanotecnologia tem várias iniciativas a decorrer, incluindo algumas voltadas para a área empresarial.

Em 12 anos, o CeNTI já colaborou ativamente em mais de 170 projetos com a indústria, 20 europeus, 111 financiados a nível nacional, 30 diretos e 9 em investigação fundamental, apoiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).