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«Não queremos fazer inovação para dizer que fizemos»

Mais do que apenas inovar, a Riopele tem procurado, e conseguido, gerar valor com as soluções inovadoras que desenvolve, transformando protótipos em produtos e vendas, como revela em entrevista José Alexandre Oliveira, presidente-executivo da empresa.

José Alexandre Oliveira

Foi esse princípio que presidiu também ao seu envolvimento no Texboost, onde foi a locomotiva para o desenvolvimento de projetos em equipa com outras empresas e entidades do sistema técnico e científico.

Do projeto mobilizador nasceram duas soluções próprias, uma ligada à digitalização e desmaterialização de amostras, que está a ser usada na apresentação da coleção para a primavera-verão 2022, e outra na área da economia circular, que continua a ser aprimorada internamente.

Muito próxima de cumprir um século de atividade – um dos objetivos, de resto, a curto prazo –, a Riopele está decidida a manter esta tónica na inovação, numa estratégia que envolve a chegada de sangue novo à empresa, uma boa transmissão do conhecimento, investimentos em novas tecnologias e automação e a capacidade de surpreender, constantemente, os seus clientes.

Como sucedeu o envolvimento da Riopele com o projeto Texboost?

No CITEVE criou-se um cluster têxtil com o objetivo de gerar várias sinergias que pudessem ajudar à evolução do sector, para o desenvolvimento de projetos de uma forma mais estruturada e em equipa. A partir daí propuseram-nos que fossemos dinamizadores, em suma, a alavanca. A ligação da Riopele com o CITEVE, enquanto centro tecnológico da indústria têxtil, é uma ligação muito forte, já de muitos anos, e o relacionamento tem vindo a ser cada vez mais profícuo em todos os projetos.

Nós tínhamos, por isso, pela parte do CITEVE, o reconhecimento de sermos uma empresa dinâmica e inovadora, com tudo o que temos feito pela inovação ao longo dos últimos anos, com o desenvolvimento de novos produtos que deram origem às marcas Tenowa e Çeramica Clean. Consideraram assim que era fundamental ter uma empresa com esta dinâmica para reunir um conjunto alargado de outras empresas, mais alguns centros de investigação e associações. Depois do desafio que nos foi lançado pelo CITEVE, reunimos e fizemos a avaliação e alocamos os recursos necessários internamente. A partir daí houve uma interligação muito forte e decisiva com o CITEVE para atingirmos os objetivos deste projeto.

Além de liderar o Texboost, a Riopele também assumiu o desenvolvimento de dois subprojectos, um dos quais na área da digitalização. Em que consistiu?

A digitalização é uma área em que a Riopele tinha e continua com vários projetos em curso. Por isso, a desmaterialização de protótipos de tecidos era já uma antevisão do que prevíamos ser uma necessidade para comunicarmos com os clientes com propostas e simulações de tecidos já numa vertente otimizada, utilizando um software à medida. A evolução tem sido significativa e com a situação do Covid-19 em março avançamos ainda mais rapidamente. Ainda não fez um ano e o que nós já fizemos é impressionante. A título de exemplo todos os boards da nova coleção estão digitalizados. Isto porque chegámos a uma altura em que ficamos em terra, não pudemos viajar, tivemos de arranjar forma de ajudar e contactar com os nossos clientes. No caso da coleção primavera-verão 2022 estamos a fazer a apresentação por episódios como se fosse um programa da Netflix. São quatro episódios da coleção mais um sobre a sustentabilidade. Porquê o da sustentabilidade? Nós começámos muito cedo com a sustentabilidade – ganhámos o prémio da Cotec com o Tenowa [que usa resíduos têxteis reciclados na produção], estivemos com a Zara no arranque do projeto Join Life. Devemos ter sido a empresa que mais vendeu sustentabilidade, porque não é só fazer – nós fizemos milhares de metros de vendas de artigos sustentáveis. Fizemos e continuamos a fazer. Nessa base, neste momento da digitalização, não podíamos deixar de fora uma coisa que nos tinha sido muito querida e incluímos a sustentabilidade nos episódios da série.

Na questão da desmaterialização das amostras, o que tem sido mais difícil: mudar a mentalidade das pessoas dentro de portas ou a mentalidade dos clientes?

Neste momento muito mais lá fora. Já para aí há seis ou sete anos que aqui dentro pensamos assim. É evidente que teve a fase difícil, e muito difícil, agora estamos noutra fase difícil que é vender a ideia aos nossos clientes e fazer com que eles abram a nossa plataforma digital cliente para que possam ver o que temos para mostrar. Esse é um trabalho que a equipa comercial da Riopele e os nossos agentes têm que fazer permanentemente junto dos clientes. Posso dizer que, neste momento [meados de janeiro], as equipas dos 50 principais clientes da Riopele já abriram esta nossa app. Estamos a falar de grandes grupos, que têm grandes equipas, e que nos felicitaram muito porque consideram que o que está lá é muito intuitivo. As pessoas facilmente percebem a mensagem. Para mim, não interessa fazer qualquer coisa se o cliente não perceber. Evidentemente que as coisas são evolutivas e agradecemos aos clientes e às pessoas que têm visto estas apps que nos deem feedback, o que se pode e o que não se pode fazer, mas, no cômputo geral, diria que estamos no caminho certo. Mais uma vez, vamos passar esta etapa com distinção.

Além destes episódios, como estão a apresentar a nova coleção?

Estamos também a enviar umas caixas com os temas, com a explicação da coleção e com os tecidos que julgamos pertinentes para o cliente específico, com base no seu histórico. Isso acrescenta muito mais organização, não só para nós, como para os clientes, porque a caixa pode ficar em arquivo e quem precisa vai lá buscar.

Estamos a introduzir também um QR Code na caixa, que permite consultar o conteúdo na nossa plataforma. No outro dia, um grande cliente dizia-me: “foi fantástico terem feito isso, porque estávamos em discussão e íamos telefonar-vos, como fazíamos antigamente, para que nos enviassem tipologias de tecidos, e afinal já tínhamos na caixa”. É uma ferramenta de trabalho para eles, complementar à nossa aposta na digitalização.

O segundo projeto no Texboost está ligado à economia circular. Em que consistiu?

A questão da sustentabilidade é um tema permanente na Riopele. Abordamos a sustentabilidade não só na perspetiva do produto em si, enquanto tecido, mas na sua globalidade. Na moda, como é sempre algo visto numa perspetiva do design e cor, torna-se importante acrescentar algo diferenciador, daí que há muito temos vindo a trabalhar nas propriedades funcionais dos tecidos. Quando estamos a falar de vestuário, queremos sempre acrescentar mais alguma coisa, para que a nossa proposta tenha uma mais-valia, seja diferenciadora. Se associado a estas propriedades estiver a utilização de produtos naturais, nos quais estão envolvidos resíduos sem perspetiva de utilização, então estamos no caminho certo. Aí surge o soro de leite e a sua componente proteica neste projeto, sendo um resíduo a ser descartado e não utilizado na parte alimentar. No fundo, vamos dizer que é um desperdício, sem utilização, não contabilizado, que foi trabalhado para se poder aplicá-lo como conceito de acabamento, com propriedades desodorantes. Há um pedido de registo de patente, pois é algo inovador no que se refere em termos de aplicação sobre substrato têxtil. Não tem sido um trabalho fácil, dado que a própria proteína apresenta alguma instabilidade em termos de aplicação, portanto tivemos que estudar as condições adequadas para poder fazer a sua aplicação. Foi necessário estabelecer um crosslink, que é algo que vai ligar esta proteína à estrutura do tecido para se usufruir das propriedades, mas é um assunto que não está fechado, continuamos a fazer caminho.

Todos estes temas, em que estamos a falar da utilização de produtos naturais, resíduos, requerem uma quantidade de procedimentos, pois é fundamental a estabilidade na sua aplicação enquanto banho de acabamento, análises de resultados como seja a resistência da propriedade às lavagens sucessivas, ponto fundamental em todo o projeto. O foco é manter o comportamento, isto é, manter as propriedades após as lavagens. Fizemos a aplicação sobre um tecido que pode ser usado para uma camisa, um vestido – pensámos sempre na parte superior de vestuário e efetuámos vários testes em termos de aplicação. Os artigos já estão selecionados e iremos apresentá-los na próxima coleção, nesta vertente da sustentabilidade. Todos estes projetos de inovação, com toda a parte de avaliação do estado da arte, da investigação, desenvolvimento, testes, não se fecham quando o projeto acaba. Nós damos continuidade e este vai continuar com uma equipa interna. Não interessa ir para a frente e depois darmos passos atrás. O que interessa é manter a consistência junto do nosso cliente.

Fala-se muito no vale da morte em inovação, mas a Riopele tem colocado vários produtos provenientes da investigação no mercado. Como faz isso?

Não queremos fazer inovação para dizer que fizemos. Não, nós temos que fazer para ser uma realidade e constituir uma mais-valia para o negócio e também perante os clientes, que encontram muita inovação na Riopele.

Os clientes ainda ficam surpreendidos?

Ficam sempre surpreendidos, o nosso forte é surpreender os clientes. Há um ano, nem eu, nem ninguém na empresa, estava a pensar que a plataforma digital cliente seria a nossa principal ferramenta de contacto e desenvolvimento de negócio, muito menos pensar em fazer a apresentação da coleção através de meios completamente digitais.

Para onde vê a inovação avançar na empresa?

Nós fechámos um projeto no final de 2020, um projeto de investimento que considero completamente fantástico e ambicioso, numa fábrica grande como é a Riopele – se juntar a RFS – Riopele Fashion Solutions, que agora se vai passar a chamar também Riopele, seremos 1.030 pessoas no total. Este ano, em plena pandemia, decidimos ir para a frente e investimos cinco milhões de euros, enquadrado num projeto de três ou quatro anos num total de 30 milhões de euros. Neste momento, temos a tinturaria toda automatizada – já tínhamos, mas agora temos uma que é uma atração para as novas gerações. A Riopele tem feito outra coisa neste momento, que é a renovação dos quadros e a retenção de talento. A idade média dos mais de mil trabalhadores não ultrapassa os 40 anos. Para fazer projetos com tanta inovação tínhamos de ter uma mistura de sangue novo, pessoas com muita inclinação para toda esta vertente da digitalização, senão não conseguíamos. Hoje a maioria dos teares tem sistema de monitorização e visão artificial com ligação ao nosso sistema central. Fomos os primeiros a ter o sistema SAP numa indústria têxtil verticalizada, os sete módulos, e isso dá-nos um poder de gestão muito forte. Foi muito difícil a implementação, mas agora temos imensos auxiliares de gestão para atingir os objetivos. Permite-nos tomar decisões rapidamente. No passado, tínhamos de esperar que os apontamentos, como se dizia na altura, chegassem às pessoas, para que pudessem ver e tomar decisões. Hoje, diria que diariamente temos acesso a toda a informação da empresa. Temos em curso o projeto RMind+ no sentido de implementar técnicas para o tratamento destes enormes volumes de informação. Nesta fase da pandemia, a empresa está a ser gerida de uma forma muito diferente do que se estivéssemos num período normal, mas o sistema permite-nos essa flexibilidade e responder às encomendas, que por vezes estão a chegar mais tarde, com mais rapidez. Queremos surpreender sempre e isso também é uma coisa em que estamos a surpreender os nossos clientes: os nossos lead-time reduziram imenso.

Quantas pessoas estão diretamente ligadas ao departamento de inovação?

Em todas as áreas da empresa existem duas correntes: a corrente da inovação, além da corrente da operacionalidade. Em termos de equipa ligada à parte de desenvolvimento e engenharia de processo, são 30, fora as pessoas ligadas à parte de produto na fábrica, todo o controlo em termos de processo e qualidade. O departamento de investigação e desenvolvimento da Riopele – e considero esta uma das diferenças –, comporta todas as áreas que têm ligação ao produto, desde que nasce até ao próprio desenvolvimento em termos de processo, até ao cliente. Temos a ligação completa sempre para que haja um fluxo de informação. Mesmo quando o cliente tem algum problema, a pessoa que está ligada à nascença do projeto também contacta com o cliente, sempre na perspetiva de melhorar e fazer upgrades, e também para ouvir o cliente. De uma maneira geral, os clientes sabem sempre mais do que nós sobre o que precisam. E nós precisamos de saber o que eles precisam, porque se fizermos só o que queremos, não vai resultar.

Olhando para o ano passado, como reagiu a Riopele a esta pandemia?

Felizmente mantivemos o nosso percurso. Evidente que tínhamos um percurso que vinha de trás, do ano 2019, muito bom, que permitiu que a Riopele fizesse um primeiro quadrimestre, diria, praticamente quase normal. Em maio e junho aderimos ao layoff e retomamos nos meses seguintes a atividade, de forma gradual. Claro que chegámos a novembro e dezembro e já não foi tão linear em termos de volume. A Riopele faz tecido para moda, a moda tem um papel social, com os confinamentos ficaram suspensas atividades de socialização, não houve eventos, festas, casamentos.

Além disso, os confinamentos na Europa fecharam as lojas e a maioria dos nossos clientes ainda não estava muito preparada para o digital e isso criou-nos alguma instabilidade. Se os nossos clientes não vendem, nós não podemos fabricar. Mesmo assim, terminamos o ano com menos 16% – em princípio, a faturação será um pouco acima dos 65 milhões. Os resultados são mais positivos do que negativos. Mas quando as pessoas diziam “isto vai durar um ano”, sempre fui das pessoas que dizia que não, que o problema ia ser 2021. E creio que o problema vai ser forte e grave.

Esta situação tem levado ao cancelamento das feiras físicas. Como vê o regresso dos certames profissionais?

A minha opinião é que, nos últimos anos, as feiras físicas já eram mais um local de relações públicas, ou seja, um local de reencontro para estarmos com os nossos clientes. Repare que as feiras físicas, todas elas, antes da pandemia, já estavam a reduzir o número de dias, primeiro eram quatro dias, depois passaram para três e agora já iam passar para dois dias. Mas julgo que é importante haver pelo menos uma feira física, mas vai ser uma feira totalmente diferente do que existia.

A Riopele estará presente numa feira dessas?

Estará se nos agradar a oferta que tenha para nos dar, caso contrário não.

O governo tem anunciado algumas medidas de apoio às empresas. Qual é a sua perspetiva sobre essas medidas?

Algumas medidas estão bem feitas. O que seria de Portugal se não tivesse feito logo o layoff – a Riopele fez layoff em junho, mas houve muita gente que começou a fazer em fevereiro ou março. Seria hoje catastrófica a situação de desemprego em Portugal, por isso na minha opinião o layoff foi uma excelente medida. Evidente que as coisas têm uma dimensão diferente. Os políticos vão falando e vão fazendo o que podem, porque às vezes não podem. E nós pensamos que eles podem e ficamos com a expectativa alta e às vezes há aqui um desencontro entre o que nos é prometido e o que nos é dado e depois, na opinião pública, fica a ideia que nos foi dada muita coisa quando não é verdade. Aliás, quando se começou a falar da bazuca, quase todas as pessoas pensaram que iria chegar em janeiro. O tempo passa e agora já se está a falar lá para março e abril. Prefiro que me digam que me vão dar quatro e eu receber quatro, do que estarem a criar uma expectativa falsa. É evidente que chega uma altura em que temos problemas. O melhor é olharmos para dentro de nós e tentarmos encontrar as soluções.

Além disso, a nível europeu, vivemos um momento de subida de preços das matérias-primas. E isso foi uma estratégia comercial chinesa. Enquanto discutimos os problemas do dia-a-dia eles já começaram há meses a comprar massivamente tudo o que é matérias-primas. Hoje não temos e o que conseguimos é a um preço três vezes mais alto do que em período homólogo. A política prioritária da União Europeia para a recuperação da sua autonomia industrial e cadeias de valor, que tanto se falou em 2020, continua a ser uma promessa. Portanto, com estes anos todos, não é a primeira crise que enfrento, mas é talvez a maior. Acredito que ainda não começamos a ver o impacto do que se vai passar em termos sociais. Isso é que me preocupa, porque a maior preocupação de um empresário é ter as suas equipas. O discurso de que os empresários querem despedir não é real, na verdade ninguém quer despedir ninguém.

Neste momento quais são os principais mercados da Riopele?

Estamos globalmente em todos os continentes, mas a Europa tem um peso superior.

Que países mais se ressentiram no ano passado?

O mercado que, para nós, mais se ressentiu foi claramente Inglaterra, por tudo. Tinha um Brexit em cima da cabeça, que só se deu agora, mas quase todas as empresas de retalho inglesas estão, neste momento, a ser recuperadas por grandes grupos. Por isso, retalhistas que eram nossos clientes entraram quase todos em insolvência. Outro mercado foi o francês, por razões muito semelhantes, a que se juntou também os protestos dos coletes amarelos.

Houve algum mercado que se tenha revelado uma boa surpresa?

Sim. Fizemos um trabalho bem feito com a China e, neste momento, temos um crescimento muito bonito na China.

Apesar das dificuldades que já referiu, que expectativas tem para o corrente ano?

Julgo que o ano de 2021 será difícil. Aliás, andam aí alguns profetas que dizem que o segundo semestre pode ser bom, mas estou a falar do nosso negócio, não estou a falar dos restaurantes: os restaurantes amanhã, se a pandemia acabar, abrem a porta e começam a faturar. Agora o meu negócio é sazonal. Estou agora a apresentar a coleção primavera-verão 2022 e é uma coleção que irá ter pretensões de compras a partir de setembro. Mas depois também é uma estação pequena, quatro meses. Agora temos o inverno e isto está complicado. Não nos podemos esquecer que no ano passado entrámos em confinamento e os nossos clientes ficaram com os produtos dentro das lojas, por isso isto não vai ser fácil para o têxtil e vestuário.

A pandemia alterou, de alguma forma, a estratégia que tem para a Riopele no curto/médio prazo?

Temos, pelo menos, dois projetos, um deles está mais adiantado, mas enquanto não produzir uma venda não vou dizer de que se trata, mas espero ainda concretizar no decorrer deste primeiro semestre. É de uma área completamente diferente, uma área onde a Riopele já chegou a estar presente.

Como vê a evolução da empresa e do sector?

Ninguém sabe. Mas o sector vai encurtar, vai acontecer. Não só Portugal, mas também a Europa vai ter problemas de empresas que não vão aguentar e se isto continuar no próximo semestre será ainda pior. Já apanhei grandes pancadas ao longo destes anos todos, mas esta é a única crise de que não somos responsáveis e aborrece por isso.

José Alexandre Oliveira

E a longo prazo, onde gostaria de ver a Riopele?

A Riopele vai fazer 100 anos em 2027. É a minha obrigação preservar este legado extraordinário e preparar as condições para a continuidade. Quando refiro que a idade média dos colaboradores é abaixo dos 40, já estou a projetar que estas pessoas, nos próximos cinco anos, vão saber mais e nos próximos 10 muito mais. Estamos a fazer uma boa passagem dos nossos valores fundamentais e de transferência do nosso know-how, dos mais antigos para os mais novos.