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ndia vende stocks de algodão

A cooperativa de agricultores indianos NAFED (National Agricultural Cooperative Marketing Fedration of India) começou a vender algodão do seu inventário para o mercado doméstico, de acordo com um comunicado publicado no seu website. O outro grande detentor de stocks de algodão da Índia, a Cotton Corporation of India (CCI), já realizou pelo menos dois leilões na ordem de cerca de 45.000 fardos. A Índia e a China, os maiores produtores e consumidores de algodão do mundo, estão a vender stocks num esforço para reduzir os custos internos. No entanto, as suas vendas poderão aumentar ainda mais a pressão sobre os preços internacionais. «Começamos a vender algodão e isso irá acontecer numa base diária. Temos apresentado o preço de venda, tendo o preço do CCI como referência», revelou uma fonte do governo que não quis ser identificada. A fonte afirmou ainda que nenhuma decisão foi tomada sobre a quantidade a ser lançada diariamente, mas que um total de 340.000 fardos seria descarregado de forma escalonada pela NAFED. O governo indiano, por intermédio do CCI e da NAFED, comprou 2,5 a 3,0 milhões de fardos de algodão no atual ano agrícola até setembro de 2013. A produção total foi cerca de 34 milhões de fardos. O CCI começou a vender algodão através de leilões eletrónicos, conforme referido no seu website. Os comerciantes indicaram que foram colocados 45.000 fardos à venda em dois leilões eletrónicos, dos quais apenas 3.000 fardos foram vendidos. «A resposta do leilão não foi ótima porque o CCI quis vender algodão acima do preço de mercado. Para descarregar os stocks, eles deviam ter preços competitivos», explicou Prerana Desai, vice-presidente de pesquisa na empresa Kotak Commodities. No início de maio, a variedade de referência indiana Shankar-6 terminou estável em cerca de 86,8 centavos de dólar por libra, conforme evidenciaram os dados da Associação de Algodão da Índia. Os preços caíram cerca de 4% desde o final de março. Relativamente aos futuros leilões, Desai referiu que o CCI poderá baixar os preços, com o objetivo de atrair um maior volume de compras.