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Na primeira edição, que aconteceu em 2008, o Barómetro apresentou menores índices de quebras por furto, comparativamente aos anos anteriores, o que demonstra uma crescente preocupação do retalho nacional para com a temática da quebra desconhecida. A temática da Quebra Desconhecida no Retalho já não passa ao lado de nenhum retalhista. Apenas 9% das empresas inquiridas neste estudo, apresentado no ano passado, consideraram que as quebras não afectam a rentabilidade. A quebra desconhecida acontece por variados motivos, não somente externos à loja, ou seja, as quebras não são apenas resultado de furtos na zona de retalho por visitantes (58%). A componente interna – furto por empregados – também é uma realidade com a qual os lojistas têm de lidar (19%). Além disso, há a considerar o furto por fornecedores (18%) e ainda os erros de processos (5%). Em 2007 o volume de furtos correspondeu, em média, a cerca de 1,04% do volume de vendas. Isto equivale a um decréscimo de 0,42% do volume de furtos face a 2005 e a um decréscimo de 0,03% comparativamente a 2006. Quanto aos principais alvo de furto, a categoria de artigos do tipo CD/DVD/Jogos é, na opinião dos inquiridos, a mais afectada por situações de furto, seguida do vestuário e calçado e dos pequenos equipamentos electrónicos. No entanto, nos super e hipermercados também são bastante comuns as situações de roubo de pilhas, cosméticos e bebidas alcoólicas (estando entre as principais preocupações). O vestuário e calçado representam 28%, pelo que, juntamente com a categoria acima descrita, assumem quase 60% do total. A terceira categoria corresponde aos pequenos equipamentos electrónicos, contando com 19% de respostas. A 2ª edição do Barómetro Nacional da Quebra Desconhecida no Retalho tem lugar amanhã, Terça-feira, em Lisboa onde será apresentado o estudo sobre esta temática relativamente ao corrente ano.