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Neiper pronta para os desafios

A aposta na sustentabilidade e os investimentos em novos teares são dois dos argumentos da Neiper para enfrentar um ano de 2019 que promete ser desafiante. A produtora de felpos, que no grupo emprega cerca de 200 pessoas, tem baterias apontadas para a exportação, tanto para a Europa como para os EUA.

«O pior desafio vai ser este ano», afirma Marta André, administradora da Neiper. Depois de um 2018 que «correu bem», permitindo a manutenção do volume de negócios do exercício anterios, a Neiper antecipa algumas dificuldades para os próximos meses. «Temos o Brexit, temos o Trump que anda a criar um pouco de instabilidade, a China também anda ali em guerra [comercial]. Acho que 2019 vai ser um ano mais desafiante», explica ao Portugal Têxtil.

Nada, contudo, que trave a ambição da Neiper, cuja meta é «sempre melhorar». Para isso, a empresa reputada pelas suas toalhas turcas tem efetuado investimentos constantes «para mantermo-nos atualizados. Estamos agora a investir em novos teares. Não é que os nossos sejam antigos, mas queremos atualizar para aumentar produtividade e reduzir o consumo de energia – são tudo ganhos para a empresa», justifica Marta André.

GOTS ganha força

Há ainda uma forte política ecológica, desde o processo produtivo – onde conta com painéis solares para depender menos da rede pública e de energia proveniente de combustíveis fósseis – aos próprios produtos. «Temos a certificação GOTS, que é algo que está a ficar cada vez mais na moda», revela a administradora.

No início do ano, a Neiper lançou, na Heimtextil, uma nova toalha com fibra de PLA (PLA), obtida a partir da extração do açúcar do milho, e uma outra com cupro, uma fibra de celulose regenerada «A Neiper é uma empresa que se caracteriza bastante por investir em novos produtos. Estamos sempre à procura de novas apostas. E a sustentabilidade cada vez mais é procurada no mercado», sublinha Marta André. «Os clientes procuram e vão procurar cada vez mais. Aliás, a maior parte das empresas nossas clientes já diz “para 2025 queremos que seja 100% GOTS”», adianta.

Portas abertas

Atualmente, a especialista em têxteis-lar tem a maior parte do seu negócio no private label – a marca própria representa «pouquinho» – e na exportação, que representa mais de 90% das vendas, sobretudo para a Europa e os EUA. «Espanha e França continuam a ser os nossos maiores mercados e acho que vão continuar a ser», indica a administradora.

No entanto, as portas da Neiper não se fecham. «Iremos trabalhar com os mercados que estiverem abertos a colaborar connosco», assegura, mantendo o foco no mesmo tipo de clientes que hoje privilegiam a oferta da empresa. «São clientes que procuram qualidade, serviço, novas matérias-primas e design, que é o que a Neiper tem muito», reconhece Marta André.