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Nem toda a mão-de-obra europeia é mais cara do que a da China

Segundo um estudo da «The Economist Intelligence Unit», nem toda a mão-de-obra centro europeia é mais cara do que a da Índia ou da China, como parece ser uma opinião generalizada. E mesmo os engenheiros, mão-de-obra qualificada portanto, embora sejam três ou quatro vezes mais caros que os dos gigantes asiáticos, são quatro vezes mais baratos do que os da Europa Ocidental, segundo Kevin Waddell, da Boston Consulting Group, citado no estudo em questão.

 

A isto acrescenta que quando se trata de mercadorias destinada à Europa central só fica um pouco mais caro fabricá-las na própria região do que na China: se a mão-de-obra contar 30% para o custo do artigo, a produção na Europa central em detrimento novamente da China, só agrava o preço em 3 por cento, o que torna a produção centro europeia competitiva quando se produz para a Europa. Os custos de transporte podem reduzir a vantagem chinesa a uns meros 2 por cento se os produtos forem pequenos, como máquinas fotográficas, por exemplo. O estudo refere também que a isto se acrescenta o facto de uma mercadoria poder permanecer num contentor seis semanas, se vier do Império do Meio.

Segundo Kevin Waddell, ideias erradas quanto aos custos nesta região, juntamente com o destaque que ultimamente se vem dando à China, têm levado muitas empresas a investir na Ásia, sem ponderarem convenientemente as vantagens comparativas, designadamente com a região da Europa central.