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New Look em perspectiva – Parte 3

Na segunda parte deste artigo (ver New Look em perspectiva – Parte 2) foram analisados os planos da New Look para lidar com o período após recessão. Nesta terceira e última parte, a atenção está focalizada na cadeia de distribuição e na ética empresarial. Retalho de Dublin até ao Dubai Para além da sua cadeia com 586 lojas de retalho no mercado interno, a New Look opera mais de 300 lojas em França e Bélgica – principalmente através da sua cadeia de retalho Mim – e 23 franquias no Médio Oriente. O retalhista é ainda responsável por 26 lojas na República da Irlanda e, no ano passado, abriu sua primeira loja na Rússia. Phil Wrigley, presidente da New Look, afirma que «o Dubai foi mais difícil [do que o Reino Unido] devido a uma série de factores. A economia registou dificuldades e, apesar de um grande apoio de Abu Dhabi, houve uma redução significativa do trabalho na construção e do emprego nos serviços financeiros. No entanto, o nosso operador de franquia de lá, o Landmark Group, é muito forte. Eles gerem um grande grupo de retalho – maior que a New Look – e são parceiros de longa data que estão muito bem preparados para enfrentar as dificuldades a curto prazo de uma recessão». Wrigley acrescenta ainda que a New Look registou um desempenho pior em França do que no Reino Unido, mas assinala o maior sucesso na vizinha Bélgica. Tendo lançado o seu sítio de comércio electrónico em 2007, a New Look quer eliminar as dúvidas sobre se o retalho de valor também se presta a compras pela Internet e, desde então, já se tornou o quinto sítio de moda mais visitado no Reino Unido. «A moda on-line dá mais escolha ao cliente e permite uma abordagem multi-canal que é muito apropriada para o século XXI. Muitos dos nossos clientes consultam os produtos on-line, não compram nada, mas entram nas lojas. Outras pessoas consultam os produtos e depois compram on-line», explica O desafio ético No ano passado, a New Look recorreu a 938 fábricas em 29 países e é parcialmente responsável por trabalhadores colocados no Bangladesh, Camboja, China, índia, Turquia e Vietname. Quando questionado sobre as iniciativas éticas da empresa, Wrigley salienta que a New Look é o primeiro retalhista a pagar um salário digno ao seu principal fornecedor no Bangladesh e sem aumentar as horas extraordinárias. A indústria de vestuário no Bangladesh emprega mais de 10 milhões de pessoas. «A questão da ética é incrivelmente complexa. é um pouco como comer uma baleia: é melhor não tentar fazê-lo duma só vez, porque senão ficamos engasgados. é necessário ser-se determinado, coerente e afastar os impedimentos. Se podermos realmente fazer melhorias a cada mês e a cada ano, então sentimos que estamos a fazer o que é certo pelos nossos clientes e funcionários. Mas não o impingimos, não temos grandes campanhas publicitárias, preferimos ser descobertos a fazer as coisas certas», conclui o presidente da New Look.