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Next a todo o vapor

No entanto, apresenta-se cautelosa face aos resultados esperados para o corrente ano, com o CEO da marca Lord Wolfson, a admitir que «algumas coleções não estão tão fortes como no ano passado». Por outro lado, o verão quente que se verificou em 2014 poderá não se repetir, dificultando as comparações face a um ano em que os produtos adequados ao clima quente apresentaram um ótimo desempenho. A empresa alcançou as previsões inicialmente estimadas, com um aumento de 12,5% do lucro antes de impostos, num total de 782,2 milhões de libras no decorrer do ano anterior, impulsionado por um crescimento de 7,2% das vendas através dos vários sectores do negócio. A Next detém mais de 500 lojas no Reino Unido e quase 200 além-fronteiras, assim como uma sólida presença online, cujo desempenho tem frequentemente ultrapassado o das lojas físicas da marca. Mas, apesar de inferiores, as receitas desses espaços cresceram 5% durante o ano e os lucros aumentaram 10,4%. Por comparação, as vendas online aumentaram mais de 12%. Contudo, o desempenho oscilou de forma distinta entre os dois semestres do ano, com o primeiro a registar um crescimento de 11% nas vendas da marca e o segundo apenas 5%. A Next espera agora um crescimento das vendas de 1,5% a 5,5% para o corrente ano, com o primeiro semestre a registar uma estagnação das vendas ou aumento de até 3%. A segunda parte do ano deverá apresentar resultados mais positivos com um crescimento que deverá rondar os 3,5% e os 7,5%. O lucro antes de impostos deverá oscilar entre os 785 milhões e os 835 milhões de libras. De forma a atingir os objetivos traçados e fixar um desempenho que se enquadre nas previsões estimadas, a marca irá reforçar o investimento na melhoria dos processos de compra e dos recursos de tecidos e estampados. A empresa anunciou que, tradicionalmente, começa a conceber os temas e a desenvolver o design das peças oito meses antes do momento esperado para o lançamento da coleção. Admite continuar a trabalhar da mesma forma, mas acredita que pode «fazer um uso mais eficiente do tempo de intervenção para assim melhorar os nossos tecidos, detalhes do design, estampados, acessórios, formas e preços em produtos de tempos de entrega longos». Para além do seu ciclo de compra tradicional, irá também desenvolver um número pequeno de produtos mais próximo da estação, recorrendo a países com tempos de entrega mais curtos e fornecedores capazes de providenciar uma resposta mais célere. «Esta abordagem de compra é nova e menos confortável para a Next e obriga a uma reconceptualização das nossas técnicas tradicionais. Esperamos aproveitar o sucesso que temos tido com produtos que dispõem de tempos de aprovisionamento mais curtos e potenciar este método de compra no futuro», admitiu a retalhista. O espectro de mudanças deverá alargar-se ao diretório online da marca, procurando diminuir os tempos de entrega dos produtos, algo que conseguiu já alcançar com sucesso na Alemanha e França, e que procurará estender a outros países. No decorrer do corrente ano fiscal irá reforçar as operações em território chinês, onde alargou a sua presença de forma significativa durante o ano anterior. Apesar das vendas terem começado de forma lenta, as operações estão agora «a exceder as expectativas e a China será brevemente um dos 10 mais importantes territórios da marca». A Next está, de momento, a reforçar o núcleo de distribuição local, responsável pelo aprovisionamento da China, Hong Kong, Taiwan e Japão. Este deverá estar concluído ainda este ano e contribuirá de forma determinante para reduzir os ciclos de aprovisionamento no território continental chinês, diminuindo o tempo de espera dos consumidores locais de 14 dias para apenas dois.