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Next acresce competências

As cinco prioridades da Next para este ano incluem a melhoria de produtos e design, bem como o desenvolvimento das lojas de retalho, do seu negócio Directory no Reino Unido e no exterior e da divisão Label. Dentro da melhoria do produto e do design, a Next anunciou que fez um «grande esforço» para melhorar a qualidade e o design das suas gamas de produtos ao longo dos últimos três anos. «Embora seja difícil medir empiricamente qualquer um destes fatores, acreditamos que, coletivamente, eles fizeram uma diferença significativa para o desempenho das nossas gamas», revelou Simon Wolfson, CEO da marca Uma das principais prioridades do produto da retalhista está na melhoria do valor. Novas fontes de aprovisionamento, explicou Wolfson, permitiu-lhe reinvestir as poupanças na melhoria da qualidade em todas as suas gamas. Segundo o CEO, as medidas passam pelo desenvolvimento nos países onde já realizam operações. Por exemplo, referiu, países como o Bangladesh, que costumavam produzir apenas produtos muito básicos, estão agora a fabricar produtos mais avançados. Esta evolução, afirmou Wolfson, é «o que nos permite obter produtos de gama média a preços de custo melhores do que estávamos a conseguir de outras fontes mais caras de aprovisionamento». E o grupo acredita que há espaço para continuar este processo de atualização dos seus produtos ao longo dos próximos 12 meses. Quando questionado sobre os fornecedores de resposta rápida da Next, Wolfson explicou que «vamos aumentar moderadamente ao longo dos próximos dois anos o stock que compramos mais perto da estação. É importante, mas o mais importante, na realidade, não está em encomendar no último minuto, mas assumir riscos maiores mais cedo e adotar as novas tendências com convicção no início do ciclo em vez de tentar recuperar no último minuto». Os comentários surgem após a Next divulgar os planos para afastar-se de um ciclo de compras de duas estações para um ciclo de quatro estações a partir de março. O objetivo, esclareceu Wolfson, será aumentar a disponibilidade de roupas de tempo frio em janeiro, fevereiro e março e roupas de clima quente em agosto e setembro. Outra das prioridades da Next é a introdução do novo produto “premium”. A empresa revelou que para o inverno deste ano tem «esticado a nossa arquitetura de preço para incluir produtos ‘premium’ de venda a preços que antes evitava». O grupo espera que estes produtos da “extremidade superior”, que vão tornar-se mais evidentes à medida que o ano avança, inspirem e ajudem a desenvolver as suas gamas principais. «No entanto, temos de ter cuidado para não permitir que o entusiasmo no topo da nossa arquitetura de preços nos distraia do cerne do nosso negócio financeiramente mais importante», sublinhou. Durante os últimos seis meses, a Next começou o seu negócio online em 11 novos territórios, incluindo a China. Sobre a iniciativa no mercado chinês, Wolfson afirmou que «acho que, como é um país muito grande, as pessoas esperam muito mais dele do que é efetivamente possível no curto prazo». A China é difícil de acertar – logisticamente e administrativamente, apontou. A Next pretende passar um a três anos a acertar a logística e a gestão. Só depois de resolver estes pontos é que o retalhista irá impulsionar o crescimento, referiu o CEO. Em termos de perspetivas para a economia em geral, Wolfson acredita que as coisas estão «no caminho certo». «A economia parece estar mais confortável este ano do que tem sido nos últimos cinco ou seis anos», acrescentou. Mas considera que existe um risco para a empresa, pois está na extremidade superior do mercado de massa, e muitos dos seus clientes têm empréstimos para pagar e podem facilmente ser afetados por uma eventual subida nas taxas de juro.