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Next celebra 25 anos

«Um ano sólido» é como o presidente da Next, John Barton, resume os resultados do exercício de 2006, que terminou em Janeiro do corrente ano. Com efeito, a emblemática insígnia britânica apresenta um volume de negócios florescente, ainda que de forma modesta: um crescimento de 5,7%, para 4,8 mil milhões de euros. Deste modo, a Next tem mais uma razão para festejar, para além dos seus 25 anos celebrados em Fevereiro último. Os responsáveis por estes bons resultados foram as vendas por catálogo e na Internet, que progrediram 13,1%. Em particular, as vendas on-line conheceram um franco crescimento, representando actualmente mais de metade do volume de negócios da venda à distância. Nota negativa merece, todavia, a performance das suas lojas, cujas vendas caíram 7,2%. «É decepcionante», reconhece o director-geral Simon Wolfson, ao mesmo tempo que sublinha a forte concorrência existente no Reino Unido. «O que devíamos fazer é simples mas não é fácil de alcançar: reencontrar a magia e o entusiasmo que explicaram o sucesso da Next durante largos anos». Para tal, o grupo acaba de anunciar um plano de acção em três fases. A primeira consiste em marcar a diferença pelo produto. «A nossa colecção terá mais novidades e será menos dependente das repetições de best-sellers do ano precedente», explica Simon Wolfson. «Devemos ter a coragem e a intuição de lançar novas tendências, antes de ter provas tangíveis do seu sucesso». Isto significa nomeadamente um aumento da oferta de vestuário mais caro, mesmo se o vestuário de base permanecerá na mesma gama de preços. «Quando os novos produtos chegarem às nossas lojas, a primeira reacção dos nossos vendedores não deverá ser "isto vai-se vender" mas sim "eu quero isto"», afirma o director-geral da Next. A segunda fase do relançamento tem o marketing no papel principal. Isto implica investir em campanhas publicitárias, depois de anos de "silêncio". Estas campanhas englobam as lojas, o site Internet e os catálogos e o seu orçamento levará um incremento de 15 milhões de euros. A terceira e última fase consistirá num programa de melhoria da apresentação em loja. Treze boutiques, sobre um total de 480 no Reino Unido, foram já submetidas a um lifting no ano transacto e «os resultados ultrapassaram as nossas expectativas», com uma progressão de 5% nas vendas. Este programa vai passar à velocidade superior para abarcar 21% das lojas até ao final de 2007. Mas a Next sabe que os resultados não serão imediatos, prevendo ainda um recuo de «1 a 4% nas vendas nas lojas» para o primeiro semestre do corrente ano. Em contrapartida, as lojas em regime de franchising no estrangeiro registaram um crescimento de 27%. Isto deve-se especialmente à abertura de 33 novas lojas, que elevaram o número para 129. As novas aberturas tiveram lugar essencialmente na Rússia e na Turquia, mas há outras já agendadas para a Índia e a Tailândia.