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Next em boa forma

A Next superou as rivais durante uma década, graças ao seu forte negócio online, novas lojas e diversificação no exterior e em áreas como os produtos para o lar. As competências do grupo nas compras multicanal, catálogo e online ajudaram a produzir um aumento de 2,9% nas vendas de 28 de outubro a 24 de dezembro, ao nível da extremidade superior das suas expectativas. A insígnia, primeira grande retalhista britânica a informar sobre a temporada natalícia, beneficiou da sua política de não cortar os preços antes do Natal. E não participou nas promoções “Black Friday” no final de novembro, que levou o crescimento das vendas a retalho no Reino Unido para um máximo de 27 anos. Antes da “Black Friday”, os retalhistas estavam a registar um período difícil, devido, em parte, a um outono ameno que afetou as vendas de moda de inverno. O congelamento do crescimento dos salários na Grã-Bretanha tem também forçado os consumidores a manterem os gastos sob controlo. O CEO da Next, Simon Wolfson, afirmou que o Natal foi um pouco melhor do que ele esperava no outono, quando o tempo quente estava a prejudicar as vendas de roupas de inverno. Isto forçou a Next a cortar a sua orientação de lucro do quarto trimestre e as expectativas de vendas. As vendas a preço total da Next caíram ligeiramente na semana da “Black Friday”, um fenómeno importado dos Estados Unidos, mas subiram semanalmente na aproximação ao Natal. Simon Wolfson referiu que a Next também teve uma campanha bem-sucedida pós-Natal, com mais produtos em oferta do que no ano anterior. O grupo divulgou que espera agora que o lucro líquido do exercício até 24 de janeiro suba 11,5% para uma margem de 10 milhões de libras dos 775 milhões de libras, 5 milhões acima do ponto médio previsto em outubro. Neil Saunders, diretor executivo da Conlumino, considera que a Next superou as expetativas por uma série de razões. «A sua gama está bem colocada em termos de preço e por isso capta facilmente uma grande parte dos compradores. É também um líder no multicanal, o que torna conveniente e fácil fazer compras», explicou. «A sua política de não fazer descontos fora dos períodos de saldos é altamente benéfica para as margens e para os lucros», sublinhou. O negócio Directory de vendas via internet e catálogo da Next ficou em destaque no desempenho antes do Natal, com um aumento de 7,5% nas vendas. As vendas nas suas lojas subiram 0,5%. «Mais pessoas estavam a fazer as suas compras de Natal online do que no ano passado, e essa tendência parece continuar», sustentou o CEO da Next. Mas as lojas permaneceram centrais na estratégia de crescimento, apontou, com cerca de metade das encomendas online a serem recolhidas em loja. A Mintel previu que as vendas europeias de retalho online iriam subir 17% para os 193 mil milhões de euros em 2014, acima dos 15% registados em 2013. Mas também há evidências de que a maior parte deste crescimento é de retalhistas que oferecem aos clientes a opção de recolher na loja as encomendas feitas online. Simon Wolfson afirmou que as perspetivas para o consumidor britânico pareciam relativamente positivas, e referiu que um fim na queda dos salários reais seria bom para os retalhistas. Mas mostrou-se cauteloso sobre o orçamento de vendas do grupo em 2015. O CEO revelou ainda que a Next planeia abrir cerca de 32.500 metros quadrados de novos espaços este ano.