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Next voltou a cair em 2017

A retalhista britânica não conseguiu travar a queda nas vendas em loja, mas o negócio online está em crescimento.

O ano de 2017 não foi fácil para a Next. A retalhista britânica viu as vendas descerem nos produtos sem desconto vendidos em lojas físicas, por oposição ao negócio online, que está a crescer. «Mesmo tendo sido um ano desconfortável, levou-nos a olhar de forma diferente para quase tudo o que fazemos», reconheceu o CEO da marca, Simon Wolfson, «desde a estrutura do portfolio das nossas lojas, até aos nossos métodos de escolha e de compras».

Simon Wolfson

A Next viu os lucros caírem 8%, considerando 2017 o mais difícil em 25 anos de negócio. A combinação de um mercado complicado com alguns erros não forçados levaram a que os resultados antes de impostos fossem de 726,1 milhões de libras (830 milhões de euros) nos 12 meses que acabaram em janeiro, ou seja, foi o terceiro ano consecutivo de redução dos lucros. Depois de impostos, a queda dos resultados foi de 6,8%. As vendas em loja desceram 7,9% para 2,1 mil milhões de libras (2,4 mil milhões de euros), num ano «particularmente difícil» para as lojas físicas. Por outro lado, no canal online, os lucros aumentaram 7,4% e as vendas 9,2%. Os produtos sem desconto desceram 7%. Globalmente, as vendas baixaram 0,5%.

A retalhista justificou os resultados com o comportamento adverso dos mercados em que opera, afetados pela inflação, a redução de rendimento disponível e uma mudança nos hábitos, que fazem com que os consumidores procurem mais experiências do que propriamente vestuário ou artigos para a casa.

A Next prevê que as vendas continuem a cair no novo ano fiscal devido ao peso crescente do comércio eletrónico. Os produtos sem desconto poderão ver a suas vendas reduzidas em 8,5%, enquanto as vendas online deverão aumentar em 10,3%. O grupo britânico estima lucros de 705 milhões de libras (806 milhões de euros) em 2018, menos 2,9% do que no período homólogo. A filial Next Sourcing (NS), responsável por uma parte significativa do negócio com marca, viu as suas vendas caírem 10% em dólares americanos, sobretudo devido a flutuações na moeda americana. A desvalorização da libra também não ajudou, apesar dos esforços da Next nos últimos dois anos, com a renegociação de preços.

O grupo pretende ainda avançar com 98 concessões de lojas do portfólio, incluindo na área dos vestidos de noiva, para conseguir obter receitas anuais de cerca de 5,7 milhões de euros.