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Nike aposta nas mulheres

Os comentários sobre o vestuário feminino foram realizados em meados de dezembro último, na altura em que a Nike revelou um aumento de 23% no lucro do 2.º trimestre, refletindo o forte crescimento das receitas e o aumento da margem bruta. O CEO Mark Parker afirmou que conseguir estes resultados requer «uma forte focalização nas nossas oportunidades de crescimento, fazendo escolhas disciplinadas para investir nas áreas com o maior potencial de retorno». E uma dessas áreas é o vestuário feminino, onde a empresa faz questão de manter a sua focalização. No final de 2013 o negócio de vestuário masculino da Nike foi quase três vezes maior do que o negócio feminino. A empresa planeia agora atingir receitas de 7 mil milhões de dólares no segmento feminino em 2017 e os investimentos que estão a ser feitos sugerem que não deverá ter qualquer problema para encerrar essa lacuna. Um objetivo que foi reafirmado pelo CEO. As inovações durante o trimestre incluíram a coleção Nike Pro Base Layer, o sutiã Pro da Nike e a sua coleção Air Max. O gigante norte-americano também abriu lojas exclusivas para mulher em Newport Beach e Xangai. «A dinâmica que estamos a ver neste negócio é incrível», afirmou, por seu lado, Trevor Edwards, presidente de marca Nike. «Em última análise, vemos o 2.º trimestre como apenas o início de grandes coisas que estão para vir no negócio feminino. Nós consideramos que estamos absolutamente no alvo para atingir a nossa meta de 7 mil milhões de dólares no ano fiscal de 2017, mas acreditamos efetivamente que não é apenas isso, é na realidade mais além, continuar a posicionar a bússola em torno dos negócios do segmento feminino. A nossa estratégia significa ligar e servir milhões de mulheres através das plataformas digitais, melhorando as experiências online e as compras em loja, oferecendo variedades de produtos “premium” que impulsionam o crescimento real e, como sempre, liderar com produtos inovadores», explicou Edwards. Comentando sobre se a Nike poderá conquistar uma fatia maior do sector, Susan Anderson analista da FB&R referiu que «o segmento de mulher continua a ser uma grande oportunidade para os atores no vestuário desportivo nos EUA, na medida em que o crescimento nesta categoria só agora está a começar a acelerar. Devido a esta dinâmica, muitos atores estão focalizados em obter quota neste segmento. Nós acreditamos que a Nike está bem posicionada para continuar a ampliar a sua quota (atualmente 5 mil milhões de dólares, 21% da receita grossista equivalente, 14% de quota de mercado) nesta demografia, dada a sua cultura de inovação, focalização no cliente e marketing de referência». Em paralelo, a Nike comentou sobre os seus planos na China, onde a empresa tem conseguido estabilizar as vendas, após uma quebra em 2011. No seu 2.º trimestre, as receitas cresceram 21% e o lucro antes de impostos subiu 31%. Embora exista a preocupação por parte de alguns analistas sobre a possibilidade de o crescimento mais lento e a maior concorrência na China afetarem esta retoma, a Nike está confiante de que tem a estratégia certa para impulsionar o crescimento sustentável e rentável no mercado chinês a longo prazo.