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Nike mantém rumo – Parte 1

A Nike anunciou recentemente os seus planos depois de ter registado ganhos superiores aos previstos durante o último trimestre, em resultado do fortalecimento da imagem da marca, à expansão das margens de lucro e vendas sólidas. A empresa tem investido largamente na melhoria das suas capacidades operacionais e eficiência da cadeia de aprovisionamento de modo a proporcionar uma distribuição mais rápida e inovadora dos seus produtos através dos multicanais da organização. Em junho de 2014, o diretor financeiro Don Blair afirmou que o objetivo para o presente ano fiscal seria garantir o eficiente funcionamento da cadeia de aprovisionamento da marca e a aplicação efetiva das iniciativas de produção estabelecidas. Isto obrigaria, explicou, ao aumento da produtividade laboral, redução de desperdícios, produção de mais produtos premium e, eventualmente, aproximar a produção do mercado final. Recentemente, o CEO Mark Parker explicou que a Nike tem investido nas operações da cadeia de aprovisionamento e procura aproximar o tempo necessário de produção e transporte até ao consumidor final. «Temos, também, investido muito no campo da inovação, na forma como produzimos, concebemos e desenvolvemos o produto», acrescentou. Recentemente, a Nike renovou o seu contrato de direitos de vestuário com a NFL (Liga Nacional de Futebol Americano), somando três anos ao acordo estabelecido em 2012. No âmbito deste patrocínio, Parker adiantou que a marca teve de desenvolver «algumas abordagens diferentes» de forma a garantir uma resposta rápida às mudanças constantes, relativas a equipas ou jogadores específicos. «Isso inclui o investimento feito no revolucionário sistema produtivo em torno de tecnologias como a Flyknit. Estamos a investir muito dinheiro e recursos na forma como a nossa cadeia de aprovisionamento funciona, de modo a aumentar a velocidade e assegurar uma entrega tão rápida e inovadora quanto possível», revelou. A gestão da organização também abordou a perturbação causada pelos atrasos ocorridos na costa oeste dos Estados Unidos da América e que afetaram as expedições com destino ao país durante nove meses, provocando redução de receitas e inventários crescentes. «Antecipamos, em breve, um retorno da normalidade de circulação de produtos, mas teremos níveis superiores de inventário e margens mais reduzidas na América do Norte durante os próximos trimestres, enquanto trabalhamos no sentido de reequilibrar a oferta e a procura do mercado», referiu Blair. Na segunda parte deste artigo serão abordadas as perspetivas do grupo Nike Inc. sobre as ações, potencialidades e desafios impostos pela volatilidade do ambiente macroeconómico em que se insere.