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Nike mantém rumo – Parte 2

A inovação, enquanto fator diferenciador concorrencial, tem permitido alargar o distanciamento existente entre os vários intervenientes do setor, assegurando à especialista em equipamento desportivo uma posição privilegiada (ver Nike mantém rumo – Parte 1) O fosso alarga-se À semelhança de outras empresas de vestuário, a Nike enfrenta um ambiente macroeconómico cada vez mais volátil, que tem especial impacto sobre as variações cambiais das moedas estrangeiras, flutuações de custos e a crescente instabilidade política global. Não se considerando imune a este panorama negativo, a Nike afirmou que esta poderá ser uma oportunidade para criar uma «maior separação» no seio do mercado. «O nosso portefólio diverso de geografias, categorias, marcas, tipos de produto e canais de distribuição, coloca-nos em vantagem competitiva», sustentou o CEO Mark Parker. «Conhecendo a fundo o negócio, somos capazes de ver oportunidades para servir o consumidor e fomentar o crescimento, apesar do panorama agitado», explicou. «Esta abordagem cirúrgica para encontrar novas dimensões de crescimento assegura que captamos o potencial das nossas marcas a nível global. Isso significa promover o crescimento em áreas do nosso negócio que estão já bem estabelecidas, como a Europa Ocidental, China e América do Norte no segmento do calçado, assim como os setores feminino, jovens atletas, vestuário e e-commerce, onde estamos a acelerar o desenvolvimento», acrescentou. Em particular, a Nike indicou que continuará a impulsionar o crescimento do seu negócio de e-commerce, garantindo acesso à customização de produtos por parte do consumidor. Parker revelou que «vamos continuar a investir no segmento digital. Acreditamos que é aí que o consumidor se encontra e para onde se dirige e, por isso, é também aí que a nossa marca tem de estar. Mas do ponto de vista económico, tem sido um ótimo vetor de negócio». Em termos de inovação, a gestão da marca acredita que a estratégia a tomar passará por «lançar uma ofensiva» através das diferentes categorias da marca e tipos de produtos, assim como ao longo de toda a gama de preços. Recentemente, a Nike lançou um novo polo, o segundo da linha ColorDry, que utiliza dióxido de carbono no processo de coloração, ao invés de água, economizando energia e eliminando a necessidade de químicos adicionais. «Estamos focados em elevar a inovação dos nossos produtos nucleares e isso será visível já no decorrer dos próximos trimestres», referiu Parker. «Mas, certamente, não está exclusivamente reservada aos produtos de gama superior. Irá contemplar todo o espetro de preços e esta é uma parte essencial da nossa estratégia de crescimento em aplicação», destacou. Nos trimestres subsequentes, a Nike admite a existência de «oportunidades tremendas» a nível global e continuará a fortalecer o crescimento do negócio. «Estamos entusiasmados por termos um fluxo robusto e contínuo de inovações ao nível do calçado, que chegarão ao mercado nos próximos 18 meses», afirmou Trevor Edwards, presidente da marca. «Vamos, também, aproveitar o impulso de plataformas como a Lunar Flyknit e Air Max 1 para continuarmos a estimular o crescimento. No geral, o segmento de corrida continua a ser uma enorme fonte de inovação e inspiração para a Nike e um dos nossos principais motores de crescimento no longo-prazo». A inovação é, cada vez mais, um ponto forte a desenvolver pela Nike e a criação de novas oportunidades no seio do mercado passará, certamente, pela capacidade de se distanciar dos restantes concorrentes através do aperfeiçoamento dos seus processos e fluxo de produtos desenvolvidos.