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Nike quer melhorar condições de trabalho na Indonésia

O gigante de vestuário e calçado desportivo, Nike Inc, afirmou estar a «alertar para as cláusulas de não-cumprimento» as suas fábricas na Indonésia, após a publicação de uma reportagem a condenar as condições de trabalho em algumas fábricas que produzem artigos para a marca. A agência internacional de ajuda Oxfam Community Aid Abroad, lançou um estudo a criticar as condições de trabalho registadas nas fábricas indonésias, que fabricam artigos da Nike e Adidas. O estudo afirmava que centenas de milhares de trabalhadores, vivem em graves situações de pobreza e têm de trabalhar por apenas 2 euros por dia em perigosas condições. Mas em declarações a Nike afirmou que recentemente comprometeu-se «a uma transparente tributação das nossas operações na Indonésia com uma entidade independente, a Global Alliance for Workers and Communities, que envolveu entrevistas com 4 000 trabalhadores.» Os responsáveis pela empresa acrescentaram ainda que «a Global Alliance passou 4 000 horas a entrevistar 4 000 trabalhadores em nove fábricas na Indonésia e a Nike tem alertado para as cláusulas de não-cumprimento encontradas durante esse trabalho.» «Em conjunto com o alerta para as cláusulas de não-cumprimento, a Global Alliance está agora a investir em programas que os trabalhadores identificaram como sendo críticos. Até agora, no centro desses investimentos têm estado importantes questões como a saúde, assédio, relacionamento da administração com os empregados, treino e desenvolvimento das capacidades humanas.» «Nós estamos satisfeitos por a reportagem reconhecer alguns progressos que têm sido feitos nestes locais de trabalho, mas acreditamos que fica ainda muito trabalho para fazer. A academia de investigação da Global Alliance também referiu que os trabalhadores se mostraram satisfeitos com o treino para o desenvolvimento das suas capacidades profissionais na fábrica e com o seu relacionamento com os supervisores e administração.» Um porta-voz da Adidas desmentiu também muitas das alegações e afirmou que os salários foram recentemente aumentados e que as associações comerciais foram encorajadas a agir nas fábricas. O porta-voz afirmou ainda que a empresa estava a tentar assegurar boas condições de trabalho aos seus funcionários.