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No caminho para um sector mais forte

Uma indústria «fácil de gostar» e capaz de responder a desafios difíceis, inclusive os que se avizinham. Foi assim que João Neves, Secretário de Estado Adjunto e da Economia, descreveu ontem a indústria têxtil e vestuário, pouco depois de ter assistido à tomada de posse dos novos órgãos sociais da ANIVEC.

César Araújo e João Correia Neves

Na sua intervenção durante a gala ModaPortugal, momentos antes da atribuição dos Prémios de Excelência Empresarial, João Neves afirmou ser «muito fácil gostar deste sector», porque «representa as nossas aspirações». Por isso, «a indústria de moda é tão importante para nós e é tão importante para a nossa economia», referiu.

Salientando a capacidade de resiliência destes sectores, João Neves saudou a capacidade que a indústria da moda demonstrou perante as dificuldades inesperadas trazidas pela pandemia. «Aquilo que vocês fizeram durante ano e meio, é bem exemplo daquilo que somos como povo: somos por vezes desorganizados, somos por vezes imprevisíveis, mas também somos gente que é capaz de responder a desafios muito difíceis», sublinhou, acrescentando que novos desafios se avizinham. «Julgo que temos pela frente momentos diferentes, momentos que são difíceis, mas de diferente natureza», citando as dificuldades com as matérias-primas, os transportes e os custos energéticos.

Contudo, realçou também o Secretário de Estado Adjunto e da Economia, «a nossa indústria, as nossas empresas, os nossos empresários são considerados como sendo flexíveis, com capacidade técnica, com qualidade, com resposta rápida, com aquilo que faz a diferença no mundo de hoje. E é por isso que é tão importante conseguirmos manter, preservar e construir, para o futuro, uma solução que nos permita sonhar – como a moda nos permite sonhar – com uma indústria ainda mais forte».

Na construção dessa indústria mais forte, César Araújo salientou que «as supostas divergências entre sectores já não servem de desculpa: ao nível do poder político têm de ser tomadas decisões que beneficiem a indústria têxtil e vestuário como um todo». O presidente da ANIVEC acrescentou que «a aceleração da transição verde e consequente reforço da competitividade do nosso sector exigem vontade política, acesso a financiamento e enquadramento macroeconómico adequado» e que, por isso, é importante a existência de «um programa de apoio à indústria têxtil e vestuário, alavancado naturalmente pela nova geração de fundos europeus». Segundo César Araújo, «com os incentivos certos e apoio político, venceremos os desafios do futuro».

Novos órgãos sociais para 2021/2025

João Neves tinha já reforçado, durante a tomada de posse dos novos órgãos sociais da ANIVEC, que aconteceu algumas horas antes também na Alfândega do Porto, que «sempre tive com a ANIVEC e outras estruturas associativas uma posição de compreensão dos problemas» e, acima de tudo, uma postura de «encontrar soluções», algo que é «completamente decisivo», acredita, tendo desejado que «no futuro possamos fazer aquilo que fizemos até agora».

As eleições na ANIVEC ditaram a renovação do mandato de César Araújo à frente dos destinos da associação para o quadriénio 2021/2025. O novamente empossado presidente da direção da ANIVEC salientou o trabalho efetuado pelos órgãos sociais cessantes, «que foram responsáveis pela recuperação e afirmação» da associação e assumiu a missão da nova direção de «trabalhar para consolidar a posição da ANIVEC no associativismo empresarial português».

Segundo César Araújo, são ainda objetivos para este mandato «estreitar as relações com os nossos associados, de forma a oferecer-lhes serviços de maior qualidade e um apoio mais próximo e efetivo», assim como «otimizar o relacionamento com os nossos parceiros nacionais e internacionais, que consideramos decisivos para o sucesso do nosso plano estratégico para o sector».

Além de César Araújo, administrador da Calvelex, a direção da ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção é composta pelos vice-presidentes Luís Hall Figueiredo (Hall &CA), Jaime Regojo Velasco (Confeções Regojo & Velasco), Mico Mineiro (Twintex), Luís Guimarães (Cottonsmile), José Carlos Castanheira (Gouveia & Campos), Ana Lisa Sousa (António Manuel de Sousa), João Pedro Leite (Ribul) e Pedro Fernandes (Clothe Up).

Já a Assembleia-Geral é presidida por Nuno Machado (Strellson Portuguesa), contando com o vice-presidente António Moura Guedes (Marfel) e a secretária Manuela Pereira (Confeções Manuela & Pereira), enquanto o conselho fiscal é assumido por Nuno Costa (Somani), na presidência, Filipe Prata (Daily Day), como 1.º vogal, e Manuel Sousa (TMS Têxteis), como 2.º vogal.