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No interior do automóvel

Os têxteis não-tecidos estão a aumentar a sua quota na gama de aplicações no interior dos carros nos 500 a 600 milhões de metros quadrados do mercado dos revestimentos interiores do automóvel na América do Norte e na Europa. Os tecidos de construção podem duplicar neste mercado potencial.

 

A concorrência não é só com os tecidos e malhas, mas também com as novas fibras aplicadas em estruturas acústicas, tecidos revestidos, pele, couro sintético e espumas.

 

«Os não-tecidos com avançada tecnologia oferecem maciez, propriedades tácteis, durabilidade e respirabilidade melhoradas», afirma Bob Eller, presidente da Robert Eller Associates, uma empresa de consultoria sediada em Ohio. «A sua porosidade controlada proporciona boas propriedades acústicas susceptíveis de competir com componentessandwich acústicos no solo, tecto ou portas». Alguns módulos são mais difíceis para a aplicação de não-tecidos, como por exemplo as superfícies dos assentos, mas outros como o solo ou as portas estão a tornar-se áreas de acentuada competição entre os materiais.

 

«A crescente utilização de espumas de poliolefinas em laminados têxteis mostra o seu potencial para sobreporem-se aos tipos de têxteis de superfície usados até à data. À medida que o uso de espumas de poliolefinas aumenta, a penetração dos têxteis à base de polipropileno torna-se mais atractiva para tornar todas as estruturas em polipropileno de mais fácil reciclagem. Isto é especialmente verdadeiro para módulos como os painéis das portas, onde o polipropileno é já utilizado para a sua construção».

 

A economia global actual atravessa uma fase de recessão e, por consequência, os preços dos automóveis têm e vão continuar a baixar, fruto de uma forte pressão para a diminuição dos preços por parte dos OEM’s (Original Equipment Manufacturers) sobre os fornecedores da primeira linha.

 

Os aumentos registados nos preços nos últimos 18 meses colocaram os fornecedores da primeira linha num inusual e severo estrangulamento de lucros face às pressões das OEM’s para diminuição dos preços e às pressões dos fornecedores de matérias-primas resultantes do aumento dos custos.

 

Entre as principais forças condutoras da substituição de processos e materiais no interior do automóvel estão a economia de custos e de peso, a protecção contra os odores, o controlo do barulho e vibrações, a absorção de energia, a cor, o desempenho acústico e a reciclagem.

O padrão de utilização de não-tecidos difere substancialmente de região para região. A crescente facilidade da transferência de tecnologia entre regiões e a recente deslocalização dos construtores europeus da primeira linha para a América do Norte têm facultado a convergência da tecnologia entre as diversas regiões.