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Nova era na ISAF

Num novo espaço – o Centro Nacional de Convenções e Exposições –, estão desde hoje 2.637 expositores de tecidos, 496 dos quais internacionais, incluindo as empresas portuguesas Lemar, Paulo de Oliveira, Penteadora, Ribera, Riopele, Somelos Tecidos, Têxtil de Serzedelo e Troficolor, presentes com o apoio da Associação Selectiva Moda. Um recorde absoluto para a edição de primavera da feira de tecidos organizada em parceria pela Messe Frankfurt e associações locais. «Este novo espaço ajudou-nos a bater um novo recorde para a Intertextile Shanghai Apparel Fabrics – Spring Edition. Mais de 2.600 expositores de 24 países e regiões estão presentes este ano, um aumento significativo em comparação com os 1.469 expositores de 23 países e regiões em 2014, tornando esta na maior edição de primavera de sempre, com alguma distância», afirmou Olaf Schmidt, vice-presidente de têxteis e tecnologias têxteis da Messe Frankfurt na conferência de imprensa que teve lugar esta manhã em Xangai, a que o Portugal Têxtil assistiu. Esta é, segundo a organização, uma nova era para a Intertextile Shanghai Apparel Fabrics (ISAF), que nesta edição une-se a outros certames para criar uma plataforma de moda única na China e no mundo. «O espaço extra que temos aqui permitiu-nos não só acolher mais expositores, mas também ter feiras paralelas juntamente com a Intertextile Shanghai», acrescentou Schmidt, que acredita que com a adição da feira de moda Chic, que integra ainda a Micam Shanghai, dedicada ao calçado, o regresso da feira de fios Yarn Expo e a PH Value, especializada em malha, «cobrimos agora toda a cadeia de valor têxtil, algo de que podem beneficiar tanto expositores como compradores». Apesar das novas condições que a feira tem, ocupando, inclusivamente, o dobro do espaço da edição de 2014 (de 50 mil metros quadrados para 100 mil metros quadrados), o vice-presidente de têxteis e tecnologias têxteis da Messe Frankfurt reconheceu que «embora a organização esteja entusiasmada com as possibilidades que este novo espaço nos oferece, estamos também conscientes que, tendo em conta que foi concluído em pouco tempo, nem tudo pode correr bem desta vez. Gostaríamos, contudo, de assegurar que vamos fazer tudo o que pudermos para resolver qualquer questão que surja a tempo da edição de outono, em outubro». A manhã, efetivamente, revelou-se um tanto ao quanto complicada para os expositores portugueses presentes, que tiveram dificuldade em entrar no edifício devido à cerimónia oficial de abertura do certame. No entanto, durante o dia de hoje (em Xangai são mais 8 horas do que em Portugal), esse contratempo inicial foi ultrapassado. «A entrada foi muito confusa, mas está a correr bem. Já tivemos contactos interessantes», confirma José António Teixeira, gestor de mercado da Têxtil de Serzedelo, que conta já com um agente na China. «Aqui vendemos o “made in Europe”, as melhores qualidades de tecido, com fios muito bons e toques diferentes», revela. A estreante Ribera também corroborou do bom arranque português na ISAF. «Para o primeiro dia e para a primeira vez, está a correr bem. Já tivemos três ou quatro clientes interessantes», reconhece Andreas Falley, administrador da empresa. Um bom prenúncio para cumprir o objetivo da Ribera para o mercado asiático. «A China tem produções muito grandes e suspeitamos que há falta do nosso tipo de produto, não só em quantidade como qualidade. Dois dos contactos estabelecidos hoje já confirmaram isso», explica. Para além do pavilhão português organizado pela Associação Selectiva Moda, a ISAF conta ainda com o pavilhão Milano Unica, com visita reservada a compradores convidados pelos expositores italianos, uma zona alemã, uma zona francesa e pavilhões nacionais asiáticos – Japão, Coreia, Paquistão, Taiwan e Índia. A feira acolhe ainda, pela primeira vez, um pavilhão conjunto do Quénia, sob a designação Origin Africa.