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Nova geração de wearables

Londres acolheu a segunda edição deste certame dedicado à tecnologia wearable na segunda semana de março e novidades não faltaram, segundo o just-style.com, que revelou alguns dos lançamentos e protótipos mais recentes, desde sensores têxteis a software para monitorizar a performance e sistemas de navegação. A empresa de tecnologia wearable Glofaster, por exemplo, revelou casacos customizados para corrida e ciclismo, juntamente com um componente inteligente mais avançado para treino instintivo. Os casacos, que estão à venda no Harrods, podem funcionar ao nível da segurança, através da utilização de uma luz para alertar outros da presença do utilizador, ou como um casaco inteligente que usa tecnologia, onde a luz está ligada a uma parte integrante de um programa de treino. O desenvolvimento segue-se ao lançamento do protótipo no Wearable Tech Show do ano passado e prevê que o casaco use luz, som e vibração para comunicar se o utilizador está a trabalhar “na zona” ou a um nível ótimo. Também no âmbito do vestuário, a Ambiotex lançou uma camisola inteligente que mede parâmetros biométricos com precisão médica, permitindo uma análise extensiva da performance, útil na área do treino e da saúde. Esta camisola mede o ritmo cardíaco e respiratório, a performance dos treinos e os níveis de stress com um sinal de eletrocardiograma, permitindo uma precisão de 99%. A Ambiotex afirma que o produto pode funcionar como um «facilitador» nos sectores dos seguros, saúde, desporto e performance, com as pré-encomendas a deverem começar já no segundo trimestre do ano e as vendas diretas ao consumidor através do website da empresa e cadeias de retalho selecionadas. Os parâmetros biométricos estão igualmente no centro do novo desenvolvimento da especialista em tecnologia de vestuário inteligente Smartlife, que revelou um sistema de sensores em vestuário inteligente que lê sinais vitais do corpo e os envia a um “cérebro” eletrónico incorporado sem fios e sem costuras na peça de vestuário, normalmente localizado atrás do pescoço. Os algoritmos do “cérebro” isolam e filtram os sinais para determinar informação relativa ao ritmo cardíaco e respiratório e calorias queimadas, o que permite que os utilizadores nos sectores da saúde, performance e fitness compreendam e consigam melhorar as suas capacidades. O vestuário inclui t-shirts de compressão e soutiens de desporto com sensores têxteis integrados e processamento avançado de sinais digitais. Atualmente, a informação é apresentada ao utilizador, mas o objetivo é transformar estes detalhes em algo mais «significativo», segundo o diretor técnico Ben McCarthy, com conselhos sobre como melhorar o fitness e a performance. Ainda no campo da saúde, a integração de eletrónica em têxteis técnicos e dispositivos wearables fez com que o grupo de tecnologia de têxteis inteligentes Ohmatex tenha desenvolvido a meia Edema em 2012 com capacidade de medir a acumulação de fluidos em pacientes com problemas cardíacos ou mulheres grávidas com pré-eclampsia. Como o material é elástico, a app correspondente regista as mudanças no volume das pernas para o pessoal médico, que pode não estar presente. O desenvolvimento permite que os pacientes sejam monitorizados quando estão fora do ambiente hospitalar e em espera para testes clínicos. Do vestuário para os pés, a especialista em wearables Ducere Technologies revelou o primeiro calçado interativo do mundo, lançado sob a sua marca Lechal em 2014. O calçado usa tecnologia Bluetooth para comunicar com o utilizador através de uma app e usa vibração, também conhecido como feedback háptico, para fornecer uma ferramenta de navegação ou seguir a atividade de uma perspetiva de fitness. As características básicas incluem um registo da atividade de fitness que segue o número de passos dados, a quantidade de calorias queimadas e a distância percorrida, mas o principal foco é como dispositivo de navegação. Os utilizadores podem controlar a intensidade da vibração e seguir “instruções” não intrusivas do feedback háptico no sapato da direita ou da esquerda, que determina a direção a seguir. O calçado está disponível para os consumidores por pré-encomenda, com envios programados em maio e junho e será vendido em lojas e online no Reino Unido e nos EUA no quarto trimestre do ano. Os ténis estarão à venda por 200 dólares (cerca de 185 euros) nos EUA e as solas interiores, que podem ser inseridas em qualquer tipo de calçado, custam 150 dólares. Já a marca de tecnologia Teimo apresentou o seu casaco de couro Iilation, que tem um sistema integrado de Bluetooth, carregador de telemóvel e aquece o pescoço, ombros, costas, rins e mãos. O casaco de senhora tem ainda aquecimento adicional nos bolsos. Direcionado para condutores de automóveis clássicos e descapotáveis e motociclistas, o casaco tem um interface de utilizador no bolso com duas zonas de aquecimento distintas que podem ser ajustadas em cinco níveis diferentes ou completamente desligados. As baterias de bolso carregam o casaco em duas horas para um ciclo de seis horas e as chamadas podem ser atendidas através de botões na manga esquerda, com um microfone e altifalantes integrados na gola. Focada na segurança na estrada, a Polar OLED, uma spin-off da Universidade de Hull, desenvolveu uma luva e uma manga indicadoras que incorparam díodos orgânicos que emitem luz (OLEDs) e eletrónica wearable e podem ser usadas, por exemplo, por ciclistas como indicador de presença e mudança de direção. O seu ecrã flexível, leve e fino em plástico impresso pode ser inserido na luva e atuar como indicador ao iluminar setas através de um efeito de botão, conseguido através da pressão conjunta da ponta dos dedos polegar e médio. A empresa especialista em werables para desporto Sports Performance Tracking (SPT) mostrou o seu sistema de posicionamento global (GPS) Gametraka para aplicação em desportos de contacto, permitindo que jogadores amadores comparem a performance em termos individuais, da equipa ou treinador. O GPS permite seguir os movimentos do jogador durante o jogo, com os dados a serem depois descarregados para uma solução de software na Internet onde os indivíduos ou equipas podem recolher informação comparativa. A multinacional Intel, por sua vez, apresentou o vestido Butterfly, que criou em colaboração com a Edison Developer Kit e os designers turcos Ezra & Tuba. No vestido, que é um dos três do género, vêem-se borboletas a bater as asas numa sucessão rápida com base na aproximação do utilizador a outra pessoa. Borboletas de papel podem também ser libertadas através de um botão. Por último, a finlandesa Clothing Plus produziu 3 milhões de produtos com sensores na sua fábrica chinesa no ano passado para grandes marcas mundiais e revelou amostras feitas para gigantes do retalho de desporto como Adidas, Salomon e Shock Absorber. O seu soutien para desporto, desenvolvido com a marca de lingerie Victoria’s Secret, está à venda no retalho por 72,50 dólares.