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Novos desafios para os têxteis indianos

A indústria têxtil indiana, que enfrenta actualmente alguns desafios, pode atingir os 55 mil milhões de dólares em investimento, criar oportunidades de emprego para 65,4 milhões de trabalhadores e a sua taxa composta de crescimento anual (CAGR na sigla em inglês) pode chegar aos 22% até 2010 caso as reformas necessÁrias sejam postas em marcha rapidamente, de acordo com as conclusões das Câmaras de Comércio e Indústria Associadas da índia (Assocham). Um estudo levado a cabo pela Assocham, intitulado “Têxteis Indianos: Tecendo uma reviravolta global”, concluiu que, com as actuais dificuldades, o investimento projectado para 2010 pode cair para os 16 mil milhões de dólares das anteriores previsões de 55 mil milhões de dólares e as actuais expectativas apontam para a estagnação em apenas 19 milhões de postos de trabalho, menos de um terço das projecções apontadas para 65,4 milhões. As previsões para a CAGR, que eram de 22% até 2010, prevêem uma diminuição para os 6% até que esforços vigorosos sejam feitos para reformar o sector têxtil, considerou o presidente da Assocham, Venugopal N. Dhoot durante a apresentação dos resultados do estudo. A ITV indiana atraiu um investimento de 7,75 mil milhões de dólares no ano fiscal de 2006/07, mais 51% do que os 5,13 mil milhões de dólares do ano anterior. O valor total do sector têxtil é de 47 mil milhões de dólares, com o mercado interno avaliando em 30 mil milhões de dólares e o mercado de exportação em 17 mil milhões de dólares. Dhoot afirma que a valorização da rupia jÁ afectou a competitividade do sector têxtil, uma vez que as suas margens baixaram e a concorrência internacional tornou-se mais forte. Deste modo, a ITV na índia poderÁ perder a sua competitividade se as reformas necessÁrias continuarem a ser adiadas. O estudo realça ainda que os actuais esquemas destinados aos diversos segmentos da indústria têxtil precisam de estar debaixo da mesma alçada para minimizar as dificuldades burocrÁticas e de procedimento. O governo deve, por isso, alinhar as taxas, para que os produtores têxteis possam utilizar os fundos actualmente inutilizados. As taxas de 7,5% sobre as importações de PTA (Ácido tereftÁlico purificado) devem ser eliminadas jÁ que não hÁ elementos de importação envolvidos e a taxa de 4% sobre têxteis e vestuÁrio deve ser reembolsada aos exportadores. A câmara recomendou ainda uma redução das taxas de juro sobre os créditos das exportações, maior rapidez na eliminação de impostos e no reembolso das taxas centrais para que estas medidas actuem como uma protecção e ajudem os exportadores a atingir um maior volume de exportação. Actualmente, a ITV indiana é o sector que atrai menos investimento estrangeiro, apesar deste ser permitido a 100%, uma situação que é preciso alterar jÁ que, como refere o presidente da Assocham, a indústria têxtil exige novos investimentos na expansão da capacidade, tecnologia moderna e instalação de maquinaria».