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O 2 em 1 da Rust and May

A história da marca começou a escrever-se em Bali. Joana Dias apaixonou-se pela estética e artesanato locais e, com um currículo que lista passagens pela secção de acessórios de marcas como Eureka, Parfois e Inditex (Uterqüe), a designer acabou por se decidir pela escrita de um capítulo seu. A Rust and May nasceu no final de 2015 e oferece um 2 em 1 aos clientes: vestuário e artigos de decoração.

«Sempre quis que a marca tivesse dois nomes, de forma a dividir as famílias. “Rust”, focada em artigos de decoração e “May”, para vestuário», começa por explicar a fundadora da Rust and May ao Portugal Têxtil, antecipando que as diferenças não se esgotam na nomenclatura.

«A “Rust” é totalmente produzida em Bali, por artesãos qualificados, cada peça é única porque é feita manualmente», revela Joana Dias, sublinhando que teve «o cuidado de garantir o “fair trade work”, além de ter visitado pessoalmente os locais onde as peças são produzidas». Já a linha “May” é «100% made in Portugal» e «teve uma excelente adesão desde o minuto zero, exatamente por ter desenho próprio, com tecidos de qualidade (linhos) e por ser feita em Portugal», continua.

A Rust and May está disponível nas redes sociais, com uma média de 50 encomendas por mês, e num showroom na cidade do Porto, inaugurado a 16 de junho. «O showroom surge exatamente por sentir uma necessidade por parte do cliente de poder sentir as peças, de ver, tocar, principalmente nos artigos de decoração», explica Joana Dias sobre a aposta no espaço físico.

Quando questionada sobre os traços distintivos da marca, a fundadora é rápida na resposta: «peças de qualidade, com desenho original, a preço médio e uma forte aposta nos materiais naturais», resumindo que «estas são as máximas por onde me guio».

A estas personagens da história da Rust and May junta-se ainda uma particularidade estética, que tem vindo a fazer aumentar a clientela da marca «de mês para mês». «Posso dizer que é uma marca com um toque boho de tons neutros. Sendo que o boho está normalmente associado a cores vibrantes», esclarece. «Há uma grande valorização da matéria-prima natural, como os búzios, o bambu, a madeira, o linho e o algodão», acrescenta Joana Dias.

Na “Rust”, «os colares de penas e as caixas em missangas são os bestsellers» e, na “May” o top Alexa «vestido por várias bloggers nacionais» é o produto mais vendido da coleção primavera-verão “Bare”, disponível até agosto.

Os “leitores” da Rust and May são, sobretudo, «mulheres numa faixa etária dos 25 aos 35 anos», e o leque de preços é tão diverso como a oferta da marca. «Tenho colheres em madrepérola a 1 euro e móveis em madeira de teca a 620 euros», revela a fundadora sobre a escala praticada, não deixando de sublinhar que tem «uma forte preocupação na altura de colocar preços». «Faço uma pesquisa constante de mercado para que não haja discrepâncias acentuadas e, assim, praticar preços justos», assegura.

De acordo com Joana Dias, os próximos capítulos da jovem marca lançada em dezembro de 2015, passam pela criação de um portal de comércio eletrónico para «expandir o mercado», que conta já com pedidos vindos de Espanha, e pela abertura de uma loja física, considerando, porém, que o showroom foi, para já, «a grande conquista. Uma prova de que a marca está a evoluir».