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O compromisso da Naturapura

Membro da colheita de 1999, a Naturapura mantém-se nos 24 meses, aconchegando os petizes com algodão 100% biológico, livre de químicos e alergias, e assegurando os pais com o Rótulo Ecológico Europeu, atribuído pela União Europeia.

Ainda que não seja propriamente de embalar, a história da Naturapura fala de múmias e de cores. No final dos anos 90, numa altura em que a sustentabilidade não fazia parte do vocabulário das empresas portuguesas, António Ressurreição, engenheiro têxtil de formação e fundador da Naturapura, partiu para o Peru para comprovar a veracidade de uma reportagem sobre os incas que dava conta de um algodão colorido e resistente que envolvia a múmia de uma criança.

Constatou então que o algodão nascia, de facto, cru, mas também verde e castanho – cores que perfazem a paleta da marca que apenas usa algodão 100% biológico e foi a primeira empresa têxtil certificada com o Rótulo Ecológico Europeu.

«Fazemos o desenvolvimento do produto e, depois, temos parceiros. A Naturapura tem a Rótulo Ecológico Europeu, ou seja, trabalha com um grupo restrito de parceiros que lhe garante o cumprimento desses critérios e normas», esclarece Mónica Sendas, diretora de distribuição da marca, ao Portugal Têxtil.

Com uma ampla gama de vestuário e têxteis-lar do nascimento até aos 24 meses, a maioria dos artigos da coleção da Naturapura vai até aos 6 meses, porque, como explica Mónica Sendas, «é a altura em que os bebés têm a pele mais sensível e precisam mesmo de têxteis que lhes garantam segurança». «O bebé sai do ventre da mãe e, se lhe vestirmos Naturapura, ele não vai notar tanta diferença», garante.

Com uma rede de lojas próprias em Portugal, à venda em espaços multimarca e portal de comércio eletrónico próprio, a Naturapura tem caminhado pelo próprio pé no mercado externo. Com loja em Madrid, a marca conquistou já pontos de venda em Itália, França, Alemanha, Japão, Rússia, Suécia e Inglaterra. «Neste momento, Itália e França são os nossos maiores mercados», revela a diretora de distribuição.

O crescimento sustentado a dois dígitos ano permitiu que a Naturapura fechasse 2017 com 1,5 milhões de euros de volume de negócios. Agora, o objetivo é alargar horizontes. «Gostávamos de entrar no Brasil e regressar à Rússia, pois já trabalhámos muito bem com este mercado e agora estamos lentamente a voltar ao terreno», adianta Mónica Sendas.

A meta não será difícil de cortar, considerando que a Rússia foi dos países que mais se destacou na lista de visitantes do stand da Naturapura na recente edição da Pitti Bimbo, em Florença (ver Portugal dos pequeninos em Florença).

«Estamos na Pitti Bimbo desde 2005 ou 2006. Já é uma empresa habitual, temos os clientes habituais e temos tido novos contactos», conta, assinalando a «grande procura» por parte da Ucrânia e da Rússia no salão de moda infantil.