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O compromisso verde da Hugo Boss

A Hugo Boss delineou recentemente as suas novas metas de sustentabilidade, que incluem aumentar a utilização de algodão sustentável, a redução do uso de produtos químicos e a contribuição para cinco dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

As metas, lado a lado com as conquistas ecológicas da retalhista de moda, surgem no quinto relatório de sustentabilidade da Hugo Boss, que em 2017 registou vendas líquidas de 2,7 mil milhões de euros.

O algodão tem o maior peso (48%) nas coleções da insígnia alemã, seguido da lã (16%), fibras sintéticas (15%) e couro (10%). Como resultado, a Hugo Boss definiu metas específicas para o aprovisionamento de algodão sustentável.

Até 2020, 50% do algodão utilizado será de origem sustentável, segundo os critérios definidos no Cotton Commitment da empresa germânica. Até 2025, essa percentagem deverá subir para os 80%.

A linha “Signature” da marca Men Bodywear da Boss, por exemplo, já usa exclusivamente algodão orgânico egípcio certificado, conhecido como Egyptian White Gold, em associação com a iniciativa Cottonforlife. Em 2017, foi também desenvolvida uma coleção-cápsula sustentável para a linha de casualwear da Bossmen, na qual foram utilizadas, exclusivamente, matérias-primas sustentáveis, algodão reciclado e algodão orgânico, sendo dada especial atenção a processos de acabamento com preocupações ecológicas. Também no ano passado, e como parte dos esforços da Hugo Boss na promoção de uma produção de algodão mais sustentável, o grupo juntou-se à Better Cotton Initiative (BCI).

Não obstante, o maior objetivo da retalhista de moda é reduzir a utilização de produtos químicos para garantir não só a sustentabilidade ambiental, mas também a segurança dos seus artigos.

Como membro da AFIRM, que procura reduzir o uso e o impacto de substâncias nocivas na cadeia de aprovisionamento de vestuário e calçado, a Hugo Boss tem trabalhado em parceria com outras empresas numa Lista de Substâncias Restritas (RSL). A lista tem atualização regular.

A empresa alemã verifica e garante também a segurança e a qualidade dos seus artigos através de testes a substâncias nocivas, que são realizados em institutos acreditados. A retalhista garantiu que, em 2017, foram abrangidos 2.948 materiais, com pouco menos de 0,5% dos produtos testados considerados não conformes e, portanto, rejeitados.

De olhos postos no futuro, a Hugo Boss afirma que vai continuar a contribuir para a implementação de cinco dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas das Nações Unidas. Publicados em 2015, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas consistem em 17 objetivos com 169 metas relativas a aspetos sociais, ambientais e económicos.

Os cinco objetivos em destaque são a educação de qualidade, o trabalho digno e o crescimento económico, o consumo e produção responsável, a ação climática e as parcerias para os objetivos.

«Nos últimos anos, demos continuidade ao caminho que escolhemos para a implementação de uma gestão de sustentabilidade consistente. Ao fazê-lo, concentrámo-nos naquilo que nos distingue: qualidade, inovação e responsabilidade», destacou o CEO Mark Langer. «Assistimos a uma consolidação em 2017 e os nossos esforços foram recompensados. Assim, conseguimos melhorar os nossos resultados financeiros, melhorar a nossa performance ambiental e social e fortalecer a nossa organização de sustentabilidade», explicou Langer.