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O efeito George Floyd na Adidas

Uma disputa sobre a cultura empresarial da gigante alemã e a falta de diversidade levaram ao afastamento da diretora de recursos humanos da Adidas. Karen Parkin estava na empresa há 20 anos.

A diretora de recursos humanos da gigante de roupa desportiva renunciou, em maio, ao cargo no âmbito de uma disputa sobre a cultura empresarial da empresa e a falta de diversidade.

A saída de Karen Parkin, que estava na empresa há mais de 20 anos, resulta de uma série de protestos de colaboradores da Adidas, escreve a BBC.  O caso remonta a um reunião interna realizada no ano passado e onde, alegadamente, Parkin terá feito um comentário racista.

Numa declaração emitida pela segunda maior fabricante mundial de vestuário desportivo, Karten Parkin afirma que sempre se opôs ao racismo e que tinha «decidido reformar-se e preparar o caminho para a mudança».

De acordo com o Wall Street Journal, no início deste mês, um grupo de mais de 80 trabalhadores da Adidas apelou a uma investigação sobre a forma como a diretora de recursos humanos da empresa lidou com a questão do racismo, da diversidade e da inclusão.

Karen Parkin terá dito numa reunião, na sede da marca, que a questão do racismo era «ruído», comentada apenas nos EUA.

Este movimento surge na sequência da crescente pressão que as marcas estão a enfrentar depois da morte de George Floyd, em maio, e que veio intensificar a discussão sobre o racismo e a desigualdade em todo o mundo.

Karen Parkin era a única mulher no conselho de administração da Adidas, o que vem adensar ainda mais o fosso da diversidade na empresa.

A Adidas tinha garantido que pelo menos 30% dos seus novos funcionários na América teriam origens negras ou latinas.