O presidente executivo da Samsung, Boo-Keun Yoon, tem apoiado este conceito com a promessa de 100 milhões de dólares em financiamento para um sistema de IoT aberto. Yoon comprometeu-se em tornar a Samsung uma empresa 90% IoT até 2017 e totalmente até 2020.

«A Internet das coisas já não é um sonho, está pronta para avançar. Isto porque já existem muitos dispositivos de consumo, prontos para ligarem-se à IoT», acredita. Yoon destacou exemplos simples como a música que pode ser automaticamente transferida dos auscultadores para um sistema de colunas quando entramos em casa, televisões que fazem uma pausa quando saímos da sala ou dispositivos que rastreiam as ondas cerebrais para efeitos de saúde. Outros dispositivos apresentados que fazem a ligação para esta tendência IoT também incluem tomadas inteligentes, lâmpadas, raquetes de ténis e muito mais. No entanto, Shawn DuBravac, economista-chefe da Consumer Electronics Association (CEA), não falou sobre o que pode ser ligado, mas sim sobre o que deve ser ligado. «A narrativa mais ampla da CES deste ano é sobre onde é que a internet faz sentido. Devemos colocá-la no nosso pulso? Na cabeça? No ar?», perguntou DuBravac. O economista-chefe da CEA também apelou às empresas para que pensem sobre o valor que estes dispositivos conectados podem oferecer – apesar de algo poder ser tecnologicamente possível, será também tecnologicamente significativo, questionou o responsável.

Os dispositivos “wearable” (que podem ser incorporados como vestuário) foram outro exemplo associado ao conceito IoT. Um grande tema na edição de 2014, estiveram presentes em todo o espaço da exposição este ano com vários novos lançamentos que cobrem tudo, desde óculos inteligentes a relógios, pulseiras e auriculares biométricos. O CEA espera que as vendas globais de wearables possam chegar a 30,9 milhões de unidades em 2015, um aumento de 61% desde o ano passado.

Isto irá gerar 5,1 mil milhões de dólares em receitas, o que significa um salto de 133%. Steve Holmes, vice-presidente do New Devices Group e diretor-geral da equipa Smart Device Innovation na Intel, considera que estamos a dar os primeiros passos no mundo da tecnologia wearable. Holmes fez referência a dispositivos tão variados como ecrãs baseados em realidade aumentada, através de dispositivos de monitorização de fitness usados no pulso. No entanto, seja qual for o produto, o facto é que os custos estão a cair, a tecnologia está a ficar mais pequena e a vida útil das baterias está a começar a aumentar – fatores que estão a impulsionar o rápido desenvolvimento tecnológico. O que agora vai impulsionar o consumo massivo encontra-se na utilização, afirmou Holmes. «Há um casamento ainda por ocorrer entre a forma e a função, mas também [a necessidade] da experiência do utilizador que efetivamente ressoa com as pessoas», explicou.