Início Notícias Marcas

O futuro vive num palacete do século XIX

É no nº 193 da Avenida da Liberdade, em Lisboa, que se pode encontrar a nova loja da Massimo Dutti. A marca do grupo Inditex apostou na recuperação de um palacete romântico do século XIX para a nova morada, onde os progressos tecnológicos vivem em harmonia com os elementos de um edifício histórico.

A nova loja da Massimo Dutti nasceu num palacete, classificado como Monumento de Interesse Público desde 2012, localizado na esquina entre a Avenida da Liberdade e a Rua Barata Salgueiro. A obra de recuperação foi realizada pelo estúdio Lázaro Rosa-Violán, que manteve o carácter residencial do espaço, de modo a garantir uma possível reversão ao uso dado ao edifício. Ao contrário das restantes lojas da marca, a disposição das peças é feita em coordenação com os temas das salas, como a “Sala Flores” ou a “Sala Moçambique”.

A loja conta com três pisos abertos ao público que acolhem as várias coleções da Massimo Dutti. A cave e o piso zero são dedicados à coleção Women, já o segundo piso conta com a coleção Men. Na cave vive também a nova coleção de perfumaria, a Massimo Dutti Scents Collection (lançada em outubro), situada na antiga cozinha da casa.

«Quisemos recuperar o essencial do edifício e dos melhores momentos que aconteceram nesta casa. Daí recuperarmos este ambiente doméstico para que se sentisse que aqui já viveram pessoas», revela, ao Portugal Têxtil, Aitor Juanbeltz, responsável pela área do retalho no estúdio Lázaro Rosa-Violán. «Em lojas de roupa, é importante que o espaço esteja ao serviço do produto. Conseguimos fazê-lo com os armários, com a customização das salas, com a iluminação e com uma parte mais decorativa. Nas transições entre as salas, há sempre um objeto que remete ao tema do espaço em questão», explica.

A iluminação, a cargo da empresa catalã Anoche, foi pensada para dar uma melhor visibilidade às cores e aos pormenores dos produtos, numa loja que também aproveita a luz natural. Existe ainda uma zona para acessórios na antiga torre da casa, e uma livraria na área de caixas, dedicada à exposição e venda de uma coleção de livros sobre moda e design, em colaboração com a editora alemã Taschen. Esta é a primeira loja em Portugal da Massimo Dutti que conta o serviço de livraria, sendo que existe outra em Munique. Nas traseiras do palacete, há ainda um pequeno jardim, recuperado pelo paisagista espanhol Jesús Moraime, que por agora ficará fechado, mas a ideia é que seja aberto aos clientes.

Espelho meu, espelho meu

O serviço personalizado faz parte da identidade da nova loja Massimo Dutti, com um serviço de personal tailoring para homem, onde é possível fazer fatos e camisas à medida, até ao personal styling, um serviço de aconselhamento sobre o que comprar. Os dois serviços são gratuitos, exigindo apenas marcação, «mas se alguém chegar aqui para algum dos serviços sem marcação e nós tivermos disponibilidade para atender, claro que o fazemos», assegura Pedro Vidigal, responsável de comunicação e marketing do grupo Inditex. Três a quatro semanas é o tempo de demora na entrega dos fatos à medida, que são 100% produzidos em Portugal.

Além disso, o atendimento personalizado é feito igualmente com recurso a elementos tecnológicos como o espelho mágico, ecrãs táteis e provadores interativos, à semelhança da loja da marca no Norte Shopping, numa altura em que a conjugação entre o online e as lojas físicas é um fator já associado à Inditex, detentora da Massimo Dutti. No caso da nova loja na Avenida da Liberdade, no espelho mágico, os clientes podem aceder às coleções completas da marca, encontrar sugestões ou encomendar produtos (mesmo os que não estão na loja, como os da coleção criança).

Nos provadores, há ecrãs tácteis, a partir dos quais o cliente pode requisitar outro tamanho ou cor da peça que está a experimentar. Os pedidos são feitos a partir do provador e o pedido é recebido pela funcionária que vai buscar a peça (ou ao armazém ou a loja).

«Podemos identificar o produto, perceber qual a história da peça, quais os tamanhos e cores disponíveis e ainda quais são os complementos ideais. Cada peça tem um ADN que está dentro do alarme. Sabemos, no momento em que a peça é vendida, que esta já não existe na loja. Se encontrarmos um alarme, sabemos a que peça pertencia, qual o tamanho, qual a referência e qual era a loja. Sabemos tudo. É como se a peça fosse uma pessoa. O que esta loja traz é uma nova experiência. Queremos que as pessoas se sintam em casa e não lhes apeteça sair», conclui Pedro Vidigal.